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quinta-feira, 30 de maio de 2013

LIBRAS EM CONTEXTO

8ª. Edição
Brasília
2007
CURSO BÁSICO
LIVRO DO ESTUDANTE
Tanya A. Felipe
1ª. Edição (MEC)
1997
2ª. Edição (MEC)
2001
3ª. Edição (EDUPE)
2002
4ª. Edição (MEC)
2004
5ª. Edição (LIBREGRAF)
2005
6ª. Edição (MEC)
2005
7ª. Edição (MEC)
2007
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
(CIP)
Fundação Biblioteca Nacional
Felipe, Tanya A.
Libras em Contexto : Curso Básico : Livro do Estudante / Tanya A.
Felipe. 8ª. edição- Rio de Janeiro : WalPrint Gráfica e Editora,
2007.
Bibliografia.
Índice.
ISBN 85-99091-01-8
1. Lingüística Aplicada 2.Língua de Sinais 3.Educação de Surdos
4. Língua Brasileira de Sinais. I. Título.
CDU - 376
376.33
2]
libras em contexto [3
GRUPO DE PESQUISA DA FENEIS - RIO DE JANEIRO
!LIVRO DO ESTUDANTE
Coordenação Geral: Prof. Dr.Tanya Amara Felipe (Prof. Titular UPE)
Concepção da Metodologia: Tanya A. Felipe
Redação do livro: Tanya A. Felipe
Colaboradores:
Elaboração dos exercícios:
Myrna S. Monteiro e Tanya A. Felipe
Desenhos:
Vanessa S. A. de Souza
Myrna S. Monteiro (Assessoria)
Acréscimos de desenhos da 7ª edição:
Francisco Sandro Quintela de Melo
Francisco Sérvulo Gomes Lima
Rundesth Sabóia Nobre
Projeto Gráfico: Francisco Jofilsan, Raquel Falkenbach Riveiro e Walprint Gráfica e Editora
!DVD DO LIVRO DO ESTUDANTE
Direção e produção: Eduardo Castro Neves
Edição e produção: Rafaela Moraes
Roteiro: Tanya Felipe
Direção do Grupo de Teatro:
Emeli Marques, Nelson Pimenta e Ana Regina e Souza Campello
Grupo Surdo de Teatro:
Alexandre Luiz Lopes Pinto
Ana Regina e Souza Campello
Marlene P. do Prado
Nelson Pimenta
Alexandre C. Barros
FEDERAÇÃO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS SURDOS -FENEIS
Rua Major Ávila, 379 - Tijuca Rio de Janeiro - RJ CEP 20511-140
Fone: (021) 2567 4800, 2234 7786, 2569 2801
FAX/TTD: (021) 2284 7462
www.feneis.org.br ; celesrj@feneis.org.br
4]
Agradecimentos
Nos so sonho, que ini c iou com duas pes soas , foi compar t i lhado
por out ra, e mai s out ra, e mai s out ras pes soas que aos poucos
foram ac redi tando e dando força ao nos so t rabalho e, agora, somos
mui tos .
Somos gratos ao Mini s tér io da Educação - Sec retar ia de
Educação Espec ial , por ter compreendido a impor tânc ia des sa
pesqui sa e por ter nos proporc ionado publ i cações (1977 a 2006)
des se mater ial didát i co-pedagógi co para os Cur sos Bás i cos de
L ibr a s , que v êm s endo mini s t r ados nos Cent ros de Apoio à
Educação de Surdos - CAS que, at ravés de convênio FENEISMEC/
FNDE, foi pos s í vel serem c r iados , em todo o Bras i l , em parcer
ia com as Sec retar ias de Educação.
Somos gratos à Uni ver s idade de Pernambuco por ter permi t ido
que a autora des sa obra e coordenadora do Grupo de Pesqui sa da
FENEIS cont inuas se com suas at iv idades de pesqui sa no Rio de
Janei ro para fazer a pr imei ra edi ção dos l iv ros , em 1997, a rev i são
para a segunda edição, em 2001; e ter publ i cado pela EDUPE, em
parcer ia com a FENEIS, a 3ª . Edi ção do l i v ro/ f i ta do Es tudante, em
2002.
Somos gratos , também, à di reção da FENEIS por ter cr iado um
espaço f í s i co e a inf ra-es t rutura para o nos so Cent ro de Pesqui sa,
além do respei to e apoio ao Grupo de Pesqui sa desde 1992.
E f inalmente, somos gratos às out ras ins t i tuições e pes soas
que, não fazendo par te do grupo, nos incent i varam ou nos ajudaram
a produz i r os l i v ros e f i tas , agora DVDs , por acredi tarem que:
valeu a pena! ! !
Grupo de Pesqui sa da FENEIS
libras em contexto [5
6]
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Especial
Esplanada dos Ministérios - Bloco L
6º andar - Gabinete - CEP: 70047-901
Fone: (61) 2104-8651 - Fax: (61)2104-9265
seesp@mec.gov.br
Aos Professores e Professoras
O Ministério da Educação está desenvolvendo o Programa "Interiorizando Libras", que tem
como propósito apoiar e incentivar a formação profissional de professores, surdos e não-surdos,
de municípios brasileiros, para a aprendizagem e utilização da língua brasileira de sinais em sala
de aula, como língua de instrução e como componente curricular.
O material Libras EM CONTEXTO favorece o estudo e o ensino da língua de sinais falada pelos
surdos do Brasil, por meio de material impresso e DVDs elaborados pela própria comunidade
surda.
O apoio do MEC ao processo de formação de instrutores de Libras e de professores para atuar
na educação escolar dos surdos garante o respeito à diferença, à diversidade sócio-cultural. Essa
ação é representativa do compromisso do Governo Federal com a educação para todos e com a
inclusão social das pessoas com necessidades educacionais especiais.
Contamos com vocês para vencer o desafio de atender à singularidade lingüística dos surdos
e assim alcançar o sucesso almejado com a execução desse programa.
TARSO GENRO
Ministro de Estado da Educação
libras em contexto [7
8]
Apresentação
A Língua Brasileira de Sinais - Libras é uma das línguas faladas no Brasil
e já obteve o reconhecimento oficial do governo brasileiro pela Lei
10.436/2002.
O parágrafo 2º do artigo 12 da Resolução do CNE/CEB nº 2/2001, que
instituiu as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica,
definiu que ao aluno surdo deva ser assegurado o acesso aos conteúdos curriculares,
mediante a utilização de língua de sinais, sem prejuízo do aprendizado
da língua portuguesa. Dito de outra forma, o aluno surdo passou a ter
direito a mais um componente curricular: a Língua Brasileira de Sinais.
No entanto, seu uso, como meio de comunicação e como língua de
instrução, precisa ser implantado nas escolas brasileiras que registram a
matrícula de alunos surdos.
A língua de sinais permite a melhor interação entre pessoas surdas e,
nas escolas, entre professores e alunos surdos e entre estes e seus colegas.
A linguagem permite ao ser humano planejar e regular sua ação e
somente por ela é possível fazer a leitura do mundo e da palavra, mesmo
porque uma não acontece sem a outra. Essas formas de leitura constituem a
base da linguagem que se dá pela interação social, a interação entre os
sujeitos.
No ambiente educacional, a língua de sinais pode viabilizar a realização
do letramento visual, se refletirmos sobre o papel da imagem que pode e deve
estar presente nos materiais e nos espaços escolares.
Assim sendo, é com muito respeito pelo trabalho aqui exposto, que
apresento o presente material Libras EM CONTEXTO, constituído de um
exemplar impresso e de dois DVDs para o Professor de Libras e de um exemplar
impresso e um DVD para os cursistas.
Trata-se de um material que procura viabilizar o ensino de Libras, em
nível básico, com duplo objetivo: formar instrutores de Libras e capacitar professores
para o uso desta língua em sala de aula a partir do reconhecimento
dos direitos lingüísticos dos alunos surdos.
Libras EM CONTEXTO pode ampliar o universo do conhecimento dos
participantes e colaborar para a organização da Língua Brasileira de Sinais em
todos os estados, além de provocar novos estudos e pesquisas que trarão
libras em contexto [9
como conseqüência a elaboração de outros materiais, inclusive de nível
avançado, colaborando com estados e municípios no processo de institucionalização
da educação escolar dos surdos .
Claudia Pereira Dutra
Secretária de Educação Especial
10]
Prefácio para a 8ª. Edição
Após anos de luta e trabalho, conseguimos realizar nosso sonho: editar um
livro para o ensino da Língua de Sinais Brasileira, que é mais conhecida, pelas comunidades
surdas, como língua brasileira de sinais - Libras.
Esta pesquisa surgiu da necessidade de surdos, que ensinando sua língua de
sinais sem preparo acadêmico e metodológico, perceberam a importância de uma
sistematização de um material didático-pedagógico para o ensino de língua e, recorrendo
à autora deste trabalho e coordenadora do Grupo de Pesquisa da FENEIS, formaram,
desde 1992, uma equipe que vem pesquisando a Libras e metodologias para
ensino de língua.
A partir de 1993, essa pesquisa, que teve a sua Fase Piloto nos anos anteriores,
consolidou-se na Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS),
obtendo o reconhecimento do Ministério da Educação e do Desporto - Secretaria de
Educação Especial - MEC-SEESP, que tem aprovado nossos projetos para financiamentos
pelo FNDE.
Esta instituição foi escolhida para realização deste trabalho, devido ao fato
desta Federação ter um reconhecimento internacional, ser um pólo de divulgação da
cultura e língua dos surdos do Brasil desde a sua fundação, oferecer cursos de Libras
para ouvintes e, ainda, devido ao fato de ter sido dela a proposta para transformar
o nosso trabalho, que já estava em andamento, no Projeto que denominamos de
"Metodologia para o ensino de Libras para ouvintes".
Durante estes anos, muitos Surdos desse grupo de pesquisa começaram a se
interessar em pesquisar a Libras, sua cultura, propostas de educação para surdos e a
entender a importância de se ter uma boa formação para poder cursar uma universidade
e, alguns, começaram a investir neles e alcançaram esse objetivo, estando
hoje estudando em cursos de graduação e pós-graduação - mestrados e doutorados.
Portanto, este trabalho tem gerado muitos frutos, como:
•cursos de capacitação para novos instrutores em todo o Brasil;
•cursos para ouvintes que querem aprender a Libras nesta nova proposta
metodológica;
•convites de escolas, universidades e eventos acadêmicos, de toda parte do Brasil,
para integrantes dessa equipe ministrarem cursos, proferir palestras, conferências
e dar consultoria sobre nossa pesquisa e sobre questões lingüísticas e metodológicas
para ensino de Libras;
•participação em eventos e câmaras técnicas para discussões político-educacionais
com a participação efetiva de Surdos, que resultaram na oficialização da
Libras, através da Lei 10. 435/2002 e na sua regulamentação através de Decretos
5626/2006;
libras em contexto [11
•e a inclusão de Surdos, como alunos, Instrutores e professores em universidades
e escolas.
Sentimos a importância e responsabilidade do nosso trabalho, quando, em
1997, fizemos a 1ª.Edição dos Livros "Libras em Contexto", financiada pelo
MEC/SEESP/FNDE, que foi utilizada no primeiro Curso de Capacitação para
Instrutores, financiado pelo Ministério da Justiça - CORDE, e em cursos para ouvintes
na FENEIS; depois, em 2001, nosso trabalho da FENEIS foi transformado, pelo
MEC/SEESP/FNDE, no Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos, quando o
MEC/FNDE fez a 2ª. Edição dos livros/fitas "Libras em Contexto" e distribuiu para as
Secretarias de Educação que, em parceria com a FENEIS, realizaram cursos de capacitação
para Instrutores e cursos de Libras para professores em todo o Brasil. Em 2002,
a EDUPE, Editora Universidade de Pernambuco, editou, juntamente com a FENEIS, a
3ª. Edição do Libras em Contexto - Livro/fita do estudante.
Em 2004, novamente, o MEC/SEESP/FNDE, através do Programa Nacional
"Interiorizando a Libras", financiou a sua 4ª. Edição dos livros/DVDs, que teve
revisão, para também ser distribuída para os participantes dos cursos que estão acontecer
nos Centros de Apoio aos Surdos - CAS, criados naquele ano, dando continuidade
ao que estamos introduzindo: criação de CAS e ensino sistemático da
Língua de Sinais Brasileira, colocando esta língua na mesma condição de outras e valorizando
as comunidades surdas do Brasil.
Em 2005, para atender a uma demanda cada vez maior, a FENEIS, através da
LIBREGRAF, publicou a 5ª. Edição do Livro/DVD do Estudante -Libras em Contexto,
na cor verde, que vendo sendo utilizadas em cursos na FENEIS, universidades e instituições
que vêm também ensinado a Libras. Ainda nesse mesmo ano, dando continuidade
ao Programa Nacional, foi publicada, na cor azul, a 6ª. Edição, que é uma
revisão da anterior com acréscimo também das Configurações de Mãos da Libras e
da Lei de Libras, que está no anexo no final do livro.
Em 2005 e 2007, novamente o MEC-SEES/FNDE financiou a 6ª edição e a 7ª
edição para os cursos do Programa Nacional Interiorizando a Libras que vem oreferendo
cursos para surdos e ouvintes também dos municípios das redes estaduais de
educação. Agora em 2007, a Feneis está fazendo essa 8ª edição (3.000 exemplares)
revisada e ampliada com novos desenhos.
Com esta iniciativa esperamos contribuir para uma renovação na educação de
Surdos para que as crianças surdas brasileiras possam ter, como em países da Europa
e América do Norte, oportunidade de aprender a Libras, também, com seus professores
e possam se comunicar, em Libras, com seus pais, amigos e colegas de escola
e trabalho.
Tanya A. Felipe
Coordenadora do Grupo de Pesquisa da FENEIS
Executora do Programa Nacional Inteorizando a Libras
12]
1
Saudação Apresentação
unidade
32]
123456
[33
unidade
libras em contexto
Situação 1 "O Encontro"
(Surdos se encontram na rua e uns apresentam aos outros aqueles que não se conhecem)
Quando uma pessoa aprende uma língua, apreende também os hábitos culturais e os contextos
aos quais certas expressões estão vinculadas. Diante de situações como apresentações de pessoas,
cumprimentos, saudações, cerimônias religiosas, casamentos, velórios, entre outros eventos,
as pessoas assumem comportamentos distintos e se comunicam de acordo com estas situações.
Para todas as situações há formas de expressões diferenciadas mais formais e informais. Por
exemplo, o cumprimento e saudações de duas pessoas que são amigas são diferentes do de pessoas
que são apenas conhecidas e diferente ainda de pessoas que estão sendo apresentadas pela
primeira vez.
Nesta unidade serão trabalhados contextos formais e informais, onde poderão ser vistas
expressões relacionadas a estes contextos.
Geralmente, aqui no Brasil, quando as pessoas são apresentadas umas às outras, elas dizem
seus primeiros nomes após os cumprimentos (aperto de mãos - contexto formal, e/ou beijo(s) no
rosto, contexto informal) . No mundo dos Surdos1, a pessoa, além de dizer o nome em datilologia,
ela, primeiro, se apresenta pelo seu sinal, que lhe foi dado pela comunidade a qual faz parte.
O sinal pessoal é o nome próprio, o "nome de batismo" de uma pessoa que é membro de
uma comunidade Surda. Este sinal geralmente pode:
a- Representa iconicamente uma característica da pessoa. Por exemplo:
Libras
emcontexto
1 A palavra surdo(a) vem grafada com “S” maiúsculo quando indicar que se trata de uma pessoa
que luta por seus direitos políticos, lingüísticos e culturais, ou seja, pessoa que faz parte de uma
comunidade surda.
BIGODE-LONGO CABELOS-ENCARACOLADOS PINTA-NA-TESTA OLHO-AMENDOADOS
b- Representar a profissão de uma pessoa e uma característica. Por exemplo: PROFESSORA
MAGRA;
c- Representar um número, que a pessoa passou a ter na caderneta de sua turma de escola,
ou a primeira letra do nome da pessoa. Por exemplo:
O sinal pessoal pode ser, portanto, uma representação visual de uma pessoa ou um
atributo.
Situação 2 "Entre amigos"
....int....
a- TUDO-BOM? VIAJAR FÉRIAS VOCÊ?
....neg.... ....int/excl....
b- EU NÃO FIOCRUZ PRECISAR TRABALHAR. VOCÊ FÉRIAS VIAJAR BO@?
a- EU VIAJAR RECIFE, BO@! BONIT@ LÁ! CONHECER SURD@ MUIT@!
a- ME@ AMIG@ SILAS.
(Chega uma amiga de uma das pessoas que estavam conversando e, após a apresentação,
a primeira toma a palavra)
34]
PROFESSOR@ MAGR@ TANYA
6 (NELSON) I (DE SANDRO)
123456
[35
unidade
libras em contexto
b- DESCULPAR EU PRESSA SAIR PRECISAR ESTUDAR. DEPOIS ENCONTRAR ME@ S-A-LA
25 DEPOIS CONVERSAR VOCÊ. CERTO?
a- PARA-MIM MELHOR ENCONTRAR ME@ S-A-L-A NÚMERO 28. AULA ACABAR 6 MELHOR
ENCONTRAR ESQUINA LÁ. CERTO?
....int....
c- PARECER EU CONHECER. EL@ TRABALHAR FIOCRUZ?
a- FIOCRUZ CERTO!
c- AH!
....int....
a- VOCÊ S-A-L-A NÚMERO?
c- ME@ NÚMERO 26.
a- AH! DESCULPAR EU ATRASAD@ AULA TCHAU!!!
c- TUDO BO@! TCHAU!!!
Situação 3 " Na recepção da escola"
a- TUDO-BOM!
b- TUDO BO@ ! O-QUE DESEJAR?
a- EU QUERER INSCRIÇÃO ENTRAR ESCOLA.
b- HORÁRIO? SÉRIE?
a- EU TERCEIR@-SÉRIE SEGUND@ -G-R-A-U. EU QUERER NOITE.
b- PARECER TER-NÃO V-A-G-A. MELHOR 1sTELEFONAR2s. TER TELEFONE T-D-D?
a- TER-NÃO. AH!, EU TER AMIG@ PERTO TER. NÚMERO SE@ ?
b- TELEFONE ME@... TELEFONE 265-2310 ME@ NOME A-N-A R-E-G-I-N-A.
SE@ NOME?
a- ME@ NOME M-A-R-L-E-N-E. AMANHÃ CEDO HORA 8 1sTELEFONAR2s.
b- 2sTELEFONAR1s OK! ESPERAR VOCÊ CERTO!
a- OBRIGAD@. TCHAU.
Veja, no DVD, essas situações transcritas nessas páginas.
Obs. Ver Sistema de Transcrição nas páginas 24-27
Saudações
Em todas as línguas há o ritual da saudação. Dependendo do contexto, esse cumprimento será
mais formal ou informal e geralmente é complementado por gestos. A Libras tem também sinais
específicos para cada uma dessas situações. Assim pode-se utilizar os seguintes sinais: BO@ D-IA,
BO@ TARDE, BO@ NOITE , O-I, TCHAU, acompanhados os não de gestos para cumprimento:
1
36]
CUMPRIMENTO: BEI JOS ADEUS
CUMPRIMENTO: APERTO DE MÃOS
APRESENTAÇÃO
BO@ TARDE BO@ NOITE
BO@ DIA
Gramática
libras em contexto [37
SITUAÇÃO FORMAL: SITUAÇÃO INFORMAL
A) BO@ D-I-A / BO@ TARDE A) O-I (beijos)
B) BO@ D-I-A/ BO@ TARDE B) O-I (beijos)
A) POR FAVOR, DIA PALESTRA? A) SAUDADE VOCÊ SUMIR!
B) AMANHÃ À-TARDE B) TRABALHARmuito. VOCÊ?
A) NOME PESSOA PALESTRA? A) EU ESTUDAR muito
B) PROFESSOR ALEX
A) OBRIGAD@ B) TCHAU EU ATRASAD@
A) TCHAU
Pronomes Interrogativos
Os pronomes interrogativos QUE e QUEM geralmente são usados no início da frase, mas o
pronome interrogativo ONDE e o pronome QUEM, quando está sendo usado com o sentido de
"quem é" ou "de quem é" são mais usados no final. Todos os três sinais têm uma expressão
facial interrogativa feita simultaneamente com eles.
Na variante do Rio de Janeiro, o pronome interrogativo QUEM, dependendo do contexto, pode
ter duas formas diferentes, os sinais QUEM e o sinal soletrado QUM. Se se quer perguntar "quem
está tocando a campainha", usa-se o sinal QUEM; se quer perguntar "quem faltou hoje" ou
"quem está falando" ou ainda "quem fez isso", usa-se o sinal soletrado QUM, como nos exemplos
abaixo:
interrog.
1- QUEM
QUEM NASCER RIO?
QUEM FAZER ISSO?
PESSOA, QUEM-É? "Quem é esta pessoa?"
2
MANHÃ TARDE NOITE MADRUGADA
CANETA, DE-QUEM-É "De quem é está caneta"
(contexto: Telefone TDD tocar) QUEM-É?
(contexto: Campainha tocar) QUEM-É
interrog.
2- Q-U-M
Q-U-M TER LIVRO?
Q-U-M FALAR?
Veja outros exemplos, no DVD: PRONOMES INTERROGATIVOS
Pronomes pessoais
A Libras possui um sistema pronominal para representar as pessoas do discurso:
primeira pessoa (singular, dual, trial, quatrial e plural): EU; NÓS-2, NÓS-3, NÓS-4,
NÓS- GRUPO, NÓS/NÓS-TOD@S;
•Primeira Pessoa do Singular: EU
Apontar para o peito do enunciador ( a pessoa que fala )
•Primeira Pessoa do Plural: NÓS-2, NÓS-3, NÓS-4, NÓS/NÓS-TOD@
3
38]
EU
EU NÓS-2 NÓS-3
NÓS-4 NÓS/NÓS-TOD@S
123456
segunda pessoa (singular, dual, trial, quatrial e plural): VOCÊ, VOCÊ-2, VOCÊ-3,
VOCÊ-4, VOCÊ-GRUPO, VOCÊS/VOCÊS-TOD@S;
•Segunda Pessoa do Singular: VOCÊ
Apontar para o interlocutor ( a pessoa com quem se fala )
•Segunda Pessoa do Plural: VOCÊ-2, VOCÊ-3, VOCÊ-4, VOCÊ-TOD@
[39
unidade
libras em contexto
VOÇÊ
VOCÊS-2 VOCÊS-3
VOCÊS-4
VOCÊS/VOCÊS-TOD@S VOCÊS-GRUPO
terceira pessoa (singular, dual, trial, quatrial e plural): EL@, EL@-2, EL@-3, EL@-4,
EL@S-GRUPO, EL@S/EL@S-TOD@S
•Terceira pessoa do singular: EL@
Apontar para uma pessoa que não está na conversa ou para um lugar convencionado para
uma pessoa.
•Terceira Pessoa do Plural: EL@-2, EL@-3, EL@-4, EL@S/EL@S-TOD@, EL@S-GRUPO.
No singular, o sinal para todas as pessoas é o mesmo, o que difere uma das outras é a orientação
da mão: o sinal para "eu" é um apontar para o peito do emissor (a pessoa que está falando),
o sinal para "você" é um apontar para o receptor (a pessoa com quem se fala) e o sinal para
"ele/ela" é um apontar para uma pessoa que não está na conversa ou para um lugar convencionado
para uma terceira pessoa que está sendo mencionada.
No dual, a mão ficará com o formato do numeral dois (quantidade), no trial o formato será
do numeral três (quantidade), no quatrial, o formato será do numeral quatro (quantidade). Para
o plural há dois sinais: um sinal composto, formado pelo sinal para a respectiva pessoa do discurso
(1a, 2a. 3a), mais o sinal GRUPO; e outro sinal para plural que é feito pela mão predominante
com a configuração em “d”, fazendo um semicírculo à frente do sinalizador, apontando
para as 2as pessoas ou 3as pessoas do discurso.
Como na língua portuguesa, na Libras, quando uma pessoa surda está conversando, ela pode
omitir a primeira pessoa porque, pelo contexto, as pessoas que estão interagindo sabem a qual
das duas o contexto está relacionado, por isso, quando esta pessoa está sendo utilizada pode ser
para dar ênfase à frase.
40]
EL@-2 EL@-3 EL@-4
EL@S/EL@S-TOD@S EL@S-GRUPO
EL@
123456
[41
unidade
libras em contexto
Quando se quer falar sobre uma terceira pessoa que está presente, mas deseja-se uma certa
reserva, por educação, não se aponta para esta pessoa diretamente. Nesta situação, o enunciador
faz um sinal com os olhos e um leve movimento de cabeça para a direção da pessoa que está
sendo mencionada, ou aponta para a palma da mão encostando o dedo indicador da mão
esquerda na mão direita um pouco à frente do peito do emissor, estando o dorso desta mão direita
voltada para a direção aonde se encontra a pessoa referida.
Diferentemente do Português, os pronomes pessoais na terceira pessoa não possuem marca
para gênero (masculino e feminino).
Veja exemplos no DVD: PRONOMES PESSOAIS
Pronomes demonstrativos e advérbios de lugar
Na Libras, como em Português, os pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar estão
relacionados às pessoas do discurso e representam, na perspectiva do emissor, o que está bem
próximo, perto ou distante. Eles têm a mesma configuração de mãos dos pronomes pessoais, mas
os pontos de articulação e as orientações do olhar são diferentes.
Os pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar relacionados à 1a. pessoa, EST@ / AQUI,
são representados por um apontar para o lugar perto e em frente do emissor, acompanhado de
um olhar para este ponto. EST@ também pode ser sinalizado ao lado do emissor apontando para
a pessoa/coisa mencionada.
ESS@ / AÍ é um apontar para o lugar perto e em frente do receptor, acrescido de um olhar direcionado
não para o receptor , mas para o ponto sinalizado com relação à coisa/pessoa que está
perto da segunda pessoa do discurso.
AQUEL@ / LÁ é um apontar para um lugar mais distante, o lugar da terceira pessoa, mas diferentemente
do pronome pessoal, ao apontar para este ponto há um olhar direcionado para a
coisa/pessoa ou lugar:
Como os pronomes pessoais, os pronomes demonstrativos também não possuem marca para
gênero: masculino e feminino.
PRONOMES PESSOAIS PRONOMES DEMONSTRATIVOS OU ADVÉRBIOS DE LUGAR
EU (olhando para o receptor: 2ª pessoa EST@ / AQUI (olhando para a coisa/lugar apontado, perto da 1ª pessoa)
VOCÊ (olhando para o receptor: 2ª pessoa ESS@ / AÍ (olhando para a coisa/lugar apontado, perto da 2ª pessoa)
EL@ (olhando para o receptor: 2ª pessoa AQUEL@ / LÁ (olhando para a coisa/ lugar distante apontado)
Veja no DVD: ADVÉRBIO DE LUGAR e PRONOMES DEMONSTRATIVOS
1- LIVRO ONDE?
R- AQUEL@ MULHER SENTAD@ MESA EM-CIMA É.
2- AH! CANETA ONDE?
R- VER HOMEM EM-PÉ CANETA PENDURAR-BOLSO É!
3- AQUEL@ AH! AQUI FRI@muito
4
4- BANHEIRO ONDE?
R- ESQUERD@ ENTRAR SÓ.
5- AH! CERTO! S-A-L-A REUNIÃO ONDE?
R- EM-CIMA SEGUND@-ANDAR.
6- EM-CIMA? AH!
R- ALI FRI@ A-R.
PRONOMES DEMONSTRATIVOS em Libras
Pronomes Demonstrativo Pessoa do Discurso Advérbio de Lugar
42]
AQUEL@ LÁ
Localidade da 3a.Pessoa
do discurso
EST@ AQUI
ESS@ AÍ
Localidade da 2a.Pessoa
do discurso
Localidade da 1a.Pessoa
do discurso
EL@
VOCÊ
EU
123456
[43
unidade
libras em contexto
Pronomes possessivos
Os pronomes possessivos, como os pessoais e demonstrativos, também não possuem marca
para gênero e estão relacionados às pessoas do discurso e não à coisa possuída, como acontece
em português:
Para a primeira pessoa: ME@, pode haver duas configurações de mão: uma é a mão aberta com
os dedos juntos, que bate levemente no peito do emissor; a outra é a configuração da mão em
P com o dedo médio batendo no peito - MEU-PRÓPRIO. Para as segunda e terceira pessoas, a
mão tem esta segunda configuração em P, mas o movimento é em direção à pessoa com que se
fala (segunda pessoa) ou está sendo mencionada (terceira pessoa).
Não há sinal específico para os pronomes possessivo no dual, trial, quadrial e plural (grupo),
nestas situações são usados os pronomes pessoais correspondentes. Exemplo: NÓS FILH@
"nosso(a) filho(a)"
Numerais
As línguas podem ter formas diferentes para apresentar os numerais quando utilizados como
cardinais, ordinais, quantidade, medida, idade, dias da semana ou mês, horas e valores monetários.
Isso também acontece na Libras. Nesta unidade e nas seguintes, serão apresentados os
numerais em relação às situações mencionadas acima.
É erro o uso de uma determinada configuração de mão para o numeral cardinal sendo utilizada
em um contexto onde o numeral é ordinal ou quantidade, por exemplo: o numeral cardinal 1
é diferente da quantidade 1, que é diferente do ordinal PRIMEIR@, que é diferente de PRIMEIROANDAR,
que é diferente de PRIMEIRO-GRAU, que é diferente de MÊS-1. Estas diferenças serão
trabalhadas nas unidades deste livro.
6
5
ME@ TE@ SE@ PRÓPRI@
NÚMEROS CARDINAIS QUANTIDADE
44]
Veja, no DVD: NUMERAIS CARDINAIS e a Situação 3 "O Sorteio".
a- NUMERAIS PARA QUANTIDADE: identifique os sinais e as respectivas quantidades e anote
em seu caderno. Exemplo:
1- LIVRO 4
2- __________
3- __________
4- __________
5- __________
6- __________
7- __________
8- __________
9- __________
10- __________
b- DATILOLOGIA - assinale os pares dos nomes de acordo com a ordem da seqüência no vídeo:
( ) M-A-R-I-A / M-A-R-Y
( ) M-Á-R-C-I-A / M-A-R-I-A
( ) M-Á-R-I-O / M-Á-R-C-I-A
( ) M-A-R-Y / M- Á-R-I-O
( ) M-A-R-C-O-S / M-A-R-Y
c- COMPREENSÃO DE TEXTO: veja a estória na parte "Mundo dos Surdos" e anote as dúvidas
para serem discutidas em classe.
123456
[45
unidade
libras em contexto
Cultura e Comunidade Surdas
A palavra "cultura" possui vários significados. Relacionando esta palavra ao contexto de pessoas
surdas, ela representa identidade porque pode-se afirmar que estas possuem uma cultura
uma vez que têm uma forma peculiar de apreender o mundo que as identificam como tal.
STOKOE, um lingüista americano, e seu grupo de pesquisa, em 1965, na célebre obra A
Dictionary of American Sign Language on linguistic principles, foram os primeiros estudiosos a
falar sobre as características sociais e culturais dos Surdos.
A lingüista surda Carol Padden estabeleceu uma diferença entre cultura e comunidade. Para
ela, "uma cultura é um conjunto de comportamentos aprendidos de um grupo de pessoas que
possuem sua própria língua, valores, regras de comportamento e tradições". Ao passo que "uma
comunidade é um sistema social geral, no qual pessoas vivem juntas, compartilham metas
comuns e partilham certas responsabilidades umas com as outras". PADDEN (1989:5).
Para esta pesquisadora, "uma Comunidade Surda é um grupo de pessoas que mora em uma
localização particular, compartilha as metas comuns de seus membros e, de vários modos, trabalha
para alcançar estas metas." Portanto, em uma Comunidade Surda pode ter também
ouvintes e surdos que não são culturalmente Surdos. Já "a Cultura da pessoa Surda é mais fechada
do que a Comunidade Surda. Membros de uma Cultura Surda comportam como as pessoas
Surdas, usam a língua das pessoas Surdas e compartilham das crenças das pessoas Surdas entre
si e com outras pessoas que não são Surdas."
Mas ser uma pessoa surda não equivale a dizer que esta faça parte de uma Cultura e de uma
Comunidade Surda, porque sendo a maioria dos surdos, aproximadamente 95%, filhos de pais
ouvintes, muitos destes não aprendem a Libras e não conhecem as Associações de Surdos, que
são as Comunidades Surdas, podendo tornarem-se somente pessoas com deficiência auditiva.
As pessoas Surdas, que estão politicamente atuando para terem seus direitos de cidadania e
lingüísticos respeitados, fazem uma distinção entre "ser Surdo" e ser "deficiente auditivo". A
palavra "deficiente", que não foi escolhida por elas para se denominarem, estigmatiza a pessoa
porque a mostra sempre pelo que ela não tem, em relação às outras e, não mostra o que ela pode
ter de diferente e, por isso, acrescentar às outras pessoas.
Ser Surdo é saber que pode falar com mãos e aprender uma língua oral-auditiva através dessa,
é conviver com pessoas que, em um universo de barulhos, deparam-se com pessoas que estão
percebendo o mundo, principalmente, pela visão, e isso faz com que elas sejam diferentes e não
necessariamente deficientes.
A diferença está no modo de apreender o mundo, que gera valores, comportamento comum
compartilhado e tradições sócio-interativas, a este modus vivendi está sendo denominado de
Cultura Surda.
mundo
dos
No
s u rd o s
46]
"CARACTERÍSTICAS DAS PESSOAS"
Enumere cada figura na mesma ordem em que o professor apresentá-las, a partir das descriçõs
de suas características e expressões:
EXERCÍCIO
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
123456
[47
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
"CARACTERÍSTICAS DOS ANIMAIS"
Enumere cada figura na mesma ordem em que o professor apresentá-las, a partir das descriçõs
de suas características e expressões:
48]
QUADRÍCULO - LOCALIZAÇÕES: "NOMES/SINAIS "
Localize, no quadrículo, a letra e o nome correspondente às letras e nomes sinalizados pelo
professor:
EXERCÍCIO
abcdefg-
h- i- j- l- m123456
[49
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
1- 2- 3- 4- 5-
6- 7- 8- 9- 10-
11- 12- 13- 14-
LOCALIZAÇÃO : "ONDE ESTÃO OS OBJETOS"
Coloque o número de cada objeto no lugar indicado no desenho da sala de aula, sinalizado
pelo professor:
QUADRÍCULO - LOCALIZAÇÕES - "ANIMAIS"
Localize, no quadrículo, a letra correspondente ao sinal do animal sinalizado pelo professor:
abcdefg-
h- i- j- l- m-
50]
EXERCÍCIO
123456
DIÁLOGO 1: NA ESCOLA
a- O-I, VOCÊ ...................................b- ? O-I, (expressão facial "surpreso") SIM,
EU ..........................
ab-- VOCÊ LEMBRAR NÃO EU? LEMBRAR NÃO.
a- EU, SINAL-NOME.
NOME................... VOCÊ 2sENSINAR1s Lbi-b ras. AQUI. LEMBRAR? AH! (expressão facial "lembrar")
ab-- BO@ ENCONTRAR. TUDO-BEM? TUDO-BEM. DESCULPAR. (olhando
paa- ra o relógio) EU IR AULA. TCHAU! TCHAU.
DIÁLOGO 2: NO HOTEL
ab-- VOCÊ SURD@? O-I, (expressão facial "surpreso")
SIM EU SURD@.
a- VOCÊ LEMBRAR NÃO EU? EU AMIG@
b- ........ TAMBÉM PROFESSOR Libras. DESCULPAR, EU CONHECER NÃO,
LEMBRAR NÃO.
a- Explica as características do professor:
b- ALTO, MAGRO, DE-ÓCULOS AH! (expressão facial "lembrar")
CONHECER. BO@!
ab-- EU AMIG@. BO@ CONHECER
a- DESCULPAR ( olhando para o relógio ).
EU ATRASAD@. TCHAU!
B) TCHAU.
DIALOGO 3: NA RECEPÇÃO
ab-- O-I, TUDO-BEM? ME@ NOME ............... TUDO-BEM. SE@ NOME ........................
(procura a ficha)
ab-- NÃO, ERRAD@. DESCULPAR. (Procura a ficha
novamente)
ACHAR (Expressão facial "Achar"
entregando a ficha)
ab-- CERTO. OBRIGAD@. TCHAU DE-NADA. TCHAU!
DIÁLOGO 4: NO CORREDOR DA ESCOLA
ab-- O-I TUDO-BEM? O-I TUDO-BEM. VOCÊ TER AULA
AGORA?
ab-- SIM, EU TER AULA Libras PROFESSOR@ QUEM-É?
ab-- PROFESSOR@............................... AH ! (Expressão facial "Espanto").
BO@. EU CONHECER NÃO!
S-A-L-A NÚMERO?
a- DESCULPAR, EU ATRASAD@
AULA, EU SALA H102, TCHAU!
b- VOCÊ S-A-L-A QUAL? EU, SALA F 120 OK?! TCHAU!
[51
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
QUADRÍCULO - LOCALIZAÇÕES: "OBJETOS NA SALA DE AULA"
Localize, no quadrículo, a letra correspondente ao objeto sinalizados pelo professor:
52]
EXERCÍCIO
123456
[53
unidade
libras em contexto
GRAMÁTICA: advérbios de lugar - Pronomes Demonstrativos.
Completar com a frase resposta que está no DVD:
1- LIVRO ONDE?
R. _______________________________________________________________________________
2- AH! CANETA ONDE?
R. _______________________________________________________________________________
3- AQUEL@ AH!
AQUI FRI@ muito
R. _______________________________________________________________________________
4- SANITÁRIO ONDE?
R. _______________________________________________________________________________
5- AH! CERTO?
S-A-L-A REUNIÃO ONDE?
R. _______________________________________________________________________________
ATIVIDADES PARA SEREM FEITAS COM O DVD
54]
AMBIENTE DE TRABALHO / ESCOLA
Enumere no quadrinho de acordo com a descrição do professor.
Sinalizar o lugar descrito pelo professor a partir da planta abaixo:
EXERCÍCIO
123456
LOCALIZAÇÕES: "ONDE"?
a- Localize e escreva o nome sinalizando segundo a ordem apresentada pelo professor:
SALA A - ____________________ SALA D - ________________________
SALA B - ___________________ SALA E - _______________________
SALA C - ___________________ SALA D - ________________________
b- Sinalize a sala da parte do prédio indicada pelo professor, segundo a planta:
SALA A ONDE? SALA D ONDE?
SALA B ONDE? SALA E ONDE?
SALA C ONDE? SALA F ONDE?
[55
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
56]
”AMBIENTE DOMÉSTICO”
Enumerar os locais, sinalizados pelo professor, de acordo com a ordem em que forem apresentados:
EXERCÍCIO
123456
[57
unidade
libras em contexto
Os alunos, em duplas, irão estudar e depois apresentar, para toda a turma, os diálogos (A, B e C)
abaixo:
DIÁLOGO A - NA ESCOLA
(Duas pessoas se encontram em um corredor e uma tenta conversar com a outra que vem
apressadamente já falando)
a- DESCULPAR, AULA JÁ COMEÇAR, EU, ATRASAD@ ( Olha no relógio )
b- TUDO-BEM. DEPOIS CONVERSAR, SALA SE@ NÚMERO? ONDE?
a- SALA NÚMERO 37. AULA ACABAR, NÓS ENCONTRAR.
b- OK ! ESPERAR TCHAU!
DIÁLOGO B - NA CANTINA
(Duas pessoas se encontram na cantina da escola)
a-O-I. TUDO-BEM
b-O-I. TUDO-BEM
a-VOCÊ ESTUDAR ONDE?
b-SALA 5 LÁ DIREITA
a-SÉRIE?
b-QUINTA-SÉRIE. VOCÊ ESTUDAR ONDE?
a-EU ESTUDAR SEGUND@ G-R-A-U, PRIMEIRA-SÉRIE SALA 12, LÁ ESQUERD@
b-BO@!
DIÁLOGO C - NA EMPRESA
a-BOM-DIA
b-BOM-DIA. O-QUE VOCÊ QUER?
a-EU QUERER SABER TER V-A-G-A AQUI D-P? (DATAPREV)
b-DESCULPAR, PARECER TER-NÃO V-A-G-A
b-VOCÊ PREENCHER FICHA, DEPOIS ESPERAR.
b-VOCÊ TER TELEFONE T-D-D?
a-EU TER T-D-D NÚMERO 204.3978
a-MEU NOME EDSON. VOCÊ NOME?
b-EU NOME M-Á-R-C-I-A. 2sTELEFONAR1s CHAMAR. CERTO! ESPERAR!
a-CERTO! OBRIGAD@! TCHAU!
EXERCÍCIO
ONDE VOCÊ MORA?
Dois alunos irão descrever a localização de suas casas a partir do mapa abaixo:
a- O Aluno A descreverá, em Libras, para o seu colega, o nome da rua onde mora
e, sinalizando alguns locais perto de sua residência, dará também as direções;
b- O Aluno B escreverá no mapa os nomes correspondem aos lugares sinalizados;
c- Depois os alunos inventem a situação.
58]
EXERCÍCIO
123456
[59
unidade
libras em contexto
Os alunos, em duplas, irão estudar e depois apresentar, para toda a turma, os diálogos abaixo:
DIÁLOGO 1: Farmácia onde?
(Uma pessoa parada em um ponto de ônibus .
Chega uma outra que se aproxima e pergunta )
A) DESCULPAR. VOCÊ SABER ONDE FARMÁCIA AQUI PERTO?
B) SABER, VOCÊ PASSAR PRIMEI@ RUA NÃO, SEGUND@ RUA SIM,
VIRAR À DIREITA.
A) 1aNÃO , 2a SIM, VIRAR À DIREITA, CERTO. OBRIGAD@. TCHAU!
B) DE-NADA. TCHAU! ÔNIBUS CHEGAR.
DIÁLOGO 2: Feneis onde?
(Dois amigos surdos conversando):
A) OLHE!
B) ONDE?
A) AQUEL@ RAPAZ (explica as características)
B) NO-LADO-DIREITO?
A) É, À-DIREITA. EU CONHECER.
B) EL@ SURD@?
A) NÃO. OUVINTE.
B) AH! É-MESMO! LÍNGUA DE SINAIS? SABER EL@
A) SABER BEM. EL@ INTÉRPRETE, TRABALHAR FENEIS
B) ONDE FENEIS?
A) T-I-J-U-C-A.
B) CONHEÇER NÃO. ONDE?
A) R-U-A M-A-J-O-R Á-V-I-LA, 379. IR LÁ CONHECER BO@!
B) OBRIGAD@
EXERCÍCIO
QUANDO, ONDE???!!!...
"Quando,onde será???!!!..."
unidade 2
62]
VEJA NO DVD
Situação 1 "Quando será a reunião?"
( ESCRITO NO DVD - "QUE HORAS?")
a- TUDO-BOM!
b- TUDO-BOM! HOJE TER REUNIÃO TEATRO?
a- VER AGENDA ESPERAR.... TER.
b- HORA?
a- HORA 2
b- ONDE?
a- AH! TUDO-BEM! VOCÊ MESM@ ENTRAR SÓ, ESQUERDA NÃO,
DIREITA VOCÊ ANDAR VER PRIMEIR@ P-O-R-T-A, PRIMEIR@ NÃO, SEGUND@ NÃO, TERCEIR@
SIM. VOCÊ ENTRAR, SÓ, ENTENDER?
b- OBRIGAD@.
a- DE-NADA.
Situação 2 "Onde será a festa?"
a- VOCÊ SABER FESTA FENEIS?
b- EU SABER-NÃO.
a- VOCÊ QUERER IR?
exclamativa
b- EU QUERER
a- Q-U-M IR JUNT@ VOCÊ?
b- NÃO EU SOZINH@.
a- NÓS-2 IR JUNT@.
b- HORA?
a- 8 HORA NOITE
b- ONDE? SABER-NÃO ONDE?
a- ESQUINA RUA P-R-O-F-E-S-S-O-R G-A-B-I-Z-O JUNT@
ENCONTRAR LÁ.
b- ESQUINA NÃO, MELHOR PRIMEIRAMENTE TELEFONAR T-D-D.
a- VOCÊ TER T-D-D ?!
b- EU TER .
a- FÁCIL COMUNICAR.
exclamativa
b- ISSO, CONQUISTAR GAROTA+ 2sIR1s
exclamativa
a- CERTO, 2sIR1s
123456
[63
unidade
libras em contexto
Libras
emcontexto
Tipos de frases na Libras
As línguas de sinais utilizam as expressões faciais e corporais para estabelecer tipos de frases,
como as entonações na língua portuguesa, por isso para perceber se uma frase em Libras está na
forma afirmativa, exclamativa, interrogativa, negativa ou imperativa, precisa-se estar atento às
expressões facial e corporal que são feitas simultaneamente com certos sinais ou com toda a frase,
exemplos:
FORMA AFIRMATIVA: a expressão facial é neutra.
•NOME ME@ M-A-R-I-A
•El@ PROFESSOR.
FORMA INTERROGATIVA: sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento da cabeça
inclinando-se para cima.
interrog
•NOME QUAL? (expressão facial interrogativa feita simultaneamente ao sinal QUAL)
interrog
•NOME? (expressão facial feita simultaneamente com o sinal NOME)
•VOCÊ CASAD@?
1
EL@ PROFESSOR
VOCÊ CASAD@
Gramática
64]
FORMA EXCLAMATIVA: sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento da cabeça inclinandose
para cima e para baixo. Pode ainda vir também com um intensificador
representado pela boca fechada com um movimento para baixo.
•EU VIAJAR RECIFE, BO@! BONIT@ LÁ! CONHECER MUIT@ SURD@
•CARRO BONIT@!
FORMA NEGATIVA: a negação pode ser feita através de três processos:
a- com o acréscimo do sinal NÃO à frase afirmativa:
negação
•BLUSA FEI@ COMPRAR NÃO,
•EU OUVIR NÃO
negação
•PRECISAR / PRECISAR NÃO
123456
[65
unidade
libras em contexto
CARRO BONIT@
EU OUVIR
PRECISAR negação
PRECISAR NÃO
NÃO
b- com a incorporação de um movimento contrário ou diferente ao do sinal negado:
•GOSTAR / GOSTAR-NÃO
negação
•GOSTAR-NÃO CARNE, PREFERIR FRANGO, PEIXE;
negação
•EU TER-NÃO TTD;
c- com um aceno de cabeça que pode ser feito simultaneamente com a ação que está sendo negada
ou juntamente com os processos acima:
•PODER / PODER-NÃO
não
•EU VIAJAR PODER-NÃO.
FORMA NEGATIVA/INTERROGATIVA: Sobrancelhas franzidas e aceno da cabeça negando.
•CASAD@ EU NÃO?
66]
GOSTAR GOSTAR-NÃO
PODER PODER-NÃO
CASAD@ EU NÃO
FORMA EXCLAMATIVA/INTERROGATIVA:
•VOCÊ CASAR?!
VER TIPOS DE FRASE NO DVD
Direção - Perspectiva
As línguas de sinais, por serem de modalidade gestual-visual utilizam, como elemento gramatical,
a tridimensionalidade do espaço para a comunicação.
Assim, uma pessoa que está aprendendo uma dessas línguas, precisa ficar atenta para a visualização
das informações no espaço, porque elas sempre estão sob a perspectiva do emissor da mensagem
e precisa-se apreendê-las ao inverso, como uma imagem no espelho.
Na Libras, os advérbios "perto"e "longe" são representados por sinais distintos com relação a
essa perspectiva, medida e ponto específico, podendo-se incorporar, ao advérbio LONGE, um movimento
e expressões facial e corporal que acrescentam idéia de perspectiva e de intensificação da distância.
Há, portanto, três sinais LONGE (perspectiva), LONGEmuito (perspectiva), LONGE (medida) e
LONGE (lugar específico). Da mesma forma, os sinais para "perto"também vão variar a partir dessas
perspectivas. Exemplos:
a- LONGE / PERTO
2
123456
[67
unidade
libras em contexto
VOCÊ CASAR
LONGE(per spec t iva) PERTO (próximo)
LONGE PERTO
b- LONGEmuito-longe / PERTO
c- LONGE (DISTÂNCIA - MEDIDA) / PERTO
d- LONGE / PERTO
68]
LONGEmui to (per spect iva)
LONGEmui to
PERTO
PERTO (dedo na boca)
LONGE (di stânc ia medida) PERTO
(Os dedos polegares se tocam duas vezes)
LONGE ( lugar espec í f i co) PERTO
1- VOCÊ MORAR LONGE, PERTO FENEIS?
muito
LONGE!.
2- ONDE BALÃO?
...perspectiva...
LONGE.
3- CASA SE@ PERTO ME@?
NÃO, LONGE.
4- IGREJA PERTO FENEIS?
afirmativamente
PERTO (PRÓXIMO).
5- MARACANÃ PERTO CASA SURD@?
afirmativamente
PERTO.
VEJA NO DVD: PERTO E LONGE NA UNIDADE 5
Os advérbios de tempo
Na Libras não há marca de tempo nas formas verbais, é como se, nas frases, muitos verbos ficassem
no infinitivo. O tempo é marcado sintaticamente através de advérbios de tempo que indicam
se a ação está ocorrendo no presente: HOJE, AGORA; ocorreu no passado: ONTEM, ANTEONTEM;
ou irá ocorrer no futuro: AMANHÃ. Por isso os advérbios geralmente vêm no começo da frase, mas
podem ser usados também no final. Quando não há, na frase, um advérbio de tempo específico,
geralmente a frase, no presente, não é marcada, ou seja, não há nenhuma especificação temporal;
já para a frase no passado, pode-se utilizar o sinal PASSADO ou o sinal JÁ, e para a frase no futuro,
pode-se utilizar o sinal FUTURO:
•nenhuma marca - traz a idéia de tempo presente;
•PASSADO - traz a idéia de ação/evento que foi realizado;
•FUTURO - traz a idéia de ação/evento que será realizado.
3
123456
[69
unidade
libras em contexto
AGORA HOJE
O verbo IR e suas variações
Na Libras, o verbo "IR" possui uma forma neutra, como a maioria dos verbos da Libras, mas
possui também formas que marcam flexões pessoais que podem ser empréstimos da forma verbal
em português, representadas através de sinais soletrados ou do uso do parâmentro - direcionalidade
para: V-A-I e V- O-U; 1sIR2s e 2sIR1s:
4
70]
FUTURO
PASSADO JÁ
ONTEM ANTEONTEM
IR V-O-U V-A-I
AMANHÃ
Exemplos:
a) VOCÊ IR TRABALHAR? V-A-I?
b) EU IRaceno de cabeça afirmativamente.
ou
EU V-O-Uaceno de cabeça afirmativamente.
Exemplos:
a) 1sIR2s COMER! "Vou comer!" a) 2sIR1s COMER! "Vamos comer!"
b) 1sIR2s BEBER! "Vou beber!" b) 2sIR1s BEBER! "Vamos beber!"
c) 1sIR2s DANÇAR! "Vou dançar" c) 2sIR1s DANÇAR! "Vamos dançar!"
5 Advérbios de modo incorporados aos verbos
123456
[71
unidade
libras em contexto
1sIR2s (vou) 2sIR1s (vamos)
DEVAGAR LENTAMENTE
RAPIDAMENTE RÁPIDO
Exemplos:
Alguns verbos na Libras podem incorporar, através de uma mudança no seu movimento, um advérbio
de modo e/ou um aspecto verbal que acrescenta essa informação à ação verbal. Exemplos:
contínuo
a) EL@ PÃO COMERDEVAGAR
contínuo
b) HOMEM LIVRO LERRAPIDAMENTE
contínuo
c) MULHER ESCOVAR-DENTELENTAMENTE
contínuo
d) EL@ PENTEAR-CABELO
contínuo
e) MENIN@ PAPÉIS RASGARRAPIDAMENTE
Pronomes e Expressões Interrogativas
QUANDO e D-I-A
Sempre, simultaneamente aos pronomes ou expressões interrogativas, há uma expressão facial
indicando que a frase está na forma interrogativa.
A pergunta com QUANDO está relacionada a um advérbio de tempo na resposta ou a um dia
específico. Por isso há três sinais diferentes para "quando". Um que especifica passado: QUANDOPASSADO
(palma da mão virada para o emissor e o braço à altura do ombro com um movimento
para o corpo do emissor); outro que especifica futuro: QUANDO-FUTURO (palma da mão direita
virada para o emissor e o braço dobrado à frente do emissor com um movimento semi-circular para
fora do corpo do emissor); e outro sinal soletrado que especifica o dia: D-I-A. Exemplos:
6
72]
ANDARdevagar ANDARlentamente ANDARrápido ANDARrapidamente
QUANDO passado QUANDO futuro D- I -A
interrogativo
QUANDO-PASSADO
interrogativo
•EL@ VIAJAR RECIFE QUANDO-PASSADO?
Respostas: ONTEM, MÊS PASSADO, ANO-PASSADO.
interrogativo interrogativo
QUANDO-FUTURO ou D-I-A
interrogativo
•@ VIAJAR SÃO-PAULO QUANDO-FUTURO?
Respostas: AMANHÃ, PRÓXIM@ MÊS, DOMINGO.
interrogativo
D-I-A
interrogativo
•EU CONVIDAR VOCÊ VIR ME@ CASA. VOCÊ PODER D-I-A?
Resposta: SÁBADO QUE-VEM, EU PODER.
VEJA NO DVD: GRAMÁTICA - PRONOMES / EXPRESSÕES INTERROGATIVAS:
D-I-A/QUANDO: PERGUNTAS E RESPOSTAS E
COMPLETE COM A RESPOSTA.
1) EL@ VIAJAR SÃO-PAULO D-I-A?
R:__________________________________________________
2) VOCÊ VIR CASA VOCÊ PODER D-I-A?
R:__________________________________________________
3) EL@ VIAJAR RECIFE D-I-A PASSAD@?
R:__________________________________________________
4)VOCÊ JÁ IR PRAIA?
R:__________________________________________________
5) D-I-A PASSAD@?
R:__________________________________________________
123456
[73
unidade
libras em contexto
74]
Expressões idiomáticas relacionadas ao ano sideral
Como nesta unidade será trabalhada a temática "Ano Sideral" que engloba as hora, os dias, os
meses e os anos", além de um vocábulo relacionado a esse calendário sideral, serão ensinadas também
várias expressões que são peculiares à Libras.
Nesta língua, há dois sinais diferentes para a idéia "dia": um sinal relacionado a dia do mês, que
é o sinal soletrado D-I-A, e o sinal DIA-INTEIRO que traz a idéia de duração (configuração de mão
"b", com movimento semi-circular em frente ao dorso do enunciador) Exemplos:
Os numerais de 1 a 4 podem ser incorporados aos sinais DIA (duração), SEMANA, MÊS e VEZ,
Exemplos:
7
DIA-1 DIA-2 DIA-3 DIA-4
MÊS-1 MÊS-2 MÊS-3 MÊS-4
VEZ-1 VEZ-2 VEZ-3 VEZ-4
TODO-DIA TODOS OS DIAS DA SEMANA DIA- INTEIRO
Esta construção pode ser usada somente para os numerais inferiores a 5. A partir do numeral 5,
não há mais incorporação e a construção utilizada é formada pelo numeral seguido do sinal ou do
sinal seguido do numeral.
Aos sinais DIA (duração) e SEMANA podem ser incorporadas também a freqüência e a
duração através de um movimento prolongado. Exemplos:
123456
[75
unidade
libras em contexto
DIA 5 “5 dias” DIA 10 “10 dias” MÊS 5 “5 meses” MÊS 10 “10 meses”
SEMANA 1 SEMANA 3
DOIS DIAS DA SEMANA QUATRO DIAS DA SEMANA
Expressões interrogativas e advérbio de frequência
Estas expressões geralmente são utilizadas nesse contexto de ano sideral e, por isso, é bom
conhecê-las:
• QUANT@-VEZ?
• 1-VEZ / 2-VEZ / 3-VEZ / 4-VEZ
• MUIT@S-VEZ.
• 1-VEZ Diferente de : PRIMEIR@ - VEZ
PRIMEIR@
PRIMEIRAMENTE
8
76]
UMA-VEZ PRIMEIRA-VEZ
ÚLTIM@ ÚLTIM@
PRIMEIR@ PRIMEIRAMENTE/PRIMEIRO
A forma condicional - "si" ( "se" )
Na Libras, a frase na forma condicional é iniciada por um sinal soletrado S-I que estabelece
essa relação de condição:
a) VOCÊ IR PRAIA HOJE?
b) SI CHOVER NÃO, EU IR.
a) VOCÊ QUER COMPRAR CARRO ME@?
c) SI DINHEIRO CONSEGUIR, 1sAVISAR2s.
9
123456
[77
unidade
libras em contexto
FAZ-TEMPO RARAMENTE
NUNCA SEMPRE FREQÜENTEMENTE
SI ( SE )
ÀS-VEZES
78]
Que hora e Quantas Horas VER NO DVD
Na Libras, há dois sinais para se referir à hora: um para se referir ao horário cronológico e outro
para a duração. O sinal HORA, com o sentido de tempo cronológico, é sinalizado por um apontar
para o pulso e, quando utilizado em frase interrogativa - expressão interrogativa ”QUE-HORA?”,
tem um acréscimo da expressão facial para frase interrogativa. Com relação às horas do dia, sinaliza-
se o sinal HORA, seguido de numerais para quantidade. Após doze horas, não se continua a contagem,
começa-se a contar novamente: HORA 1, HORA 2, HORA 3, acrescentando o sinal TARDE,
quando necessário, porque geralmente, pelo contexto, já se sabe se o sinalizador está se referindo
à manhã, tarde, noite ou madrugada.
O sinal HORA, com o sentido de tempo decorrido ou duração, é sinalizado por um círculo ao
redor do rosto e, quando utilizado em frase interrogativa - expressão interrogativa ”QUANTASHORAS”,
tem um acréscimo da expressão facial para frase interrogativa. Esse sinal está sempre relacionada
ao tempo gasto para se realizar alguma atividade. A esse sinal, pode-se incorporar os quantificadores:
2, 3, e 4 mas, a partir da quinta hora, já não há mais essa incorporação.
Exemplos:
1- QUE-HORA?
•AULA COMEÇAR QUE-HORA AQUI?
•VOCÊ TRABALHAR COMEÇAR QUE-HORA?
•AULA TERMINAR QUE-HORA?
•VOCÊ ACORDAR QUE-HORA?
•VOCÊ DORMIR QUE-HORA?
interrogativa
2-QUANTAS-HORAS?
•VIAJAR SÃO-PAULO QUANTAS-HORAS?
•TRABALHAR ESCOLA QUANTAS-HORAS?
10
UMA-HORA DUAS-HORAS TRÊS-HORAS
HORA/QUE-HORA
HORA/QUANTAS-HORAS
QUATRO-HORAS
HORA 5 MEIA-HORA CINCO-MINUTOS
a- ANO SIDERAL - Complete com as respostas dadas no DVD:
1) A: VIAJAR EUA HORA QUANT@?
B:___________________________________
2) A: FENEIS LÍNGUA-DE-SINAIS AULA DIA-SEMANA?
B:____________________________________
3) A: FENEIS LINGUA-DE-SINAIS AULA HORA QUANT@?
B:____________________________________
4) A: VIAJAR RECIFE, ÔNIBUS HORA QUANT@?
B:____________________________________
5) A: VOCÊ NASCER A-N-O?
B:____________________
6) A: VOCÊ NASCER D-I-A?
B:__________________
7) A: VOCÊ VIAJAR EUROPA JÁ?
B:_________________________
8) A: VOCÊ VIAJAR BAHIA?
B: ____________________________
9) A: PESSOA 3pFALAR1s VOCÊ JÁ CASAR?
B: ____________________________
10) A: EU SABER-NÃO VOCÊ ESTAR GRÁVIDA! MÊS QUANT@?
B:__________________________________________________
11) A: VOCÊ TRABALHAR QUANTO-TEMPO?
B:__________________________________________________
123456
[79
unidade
libras em contexto
ATIVIDADE`S PARA SEREM FEITAS COM O DVD
b- ACERTE VOCÊ MESMO - assinale as alternativas corretas em relação à ordem em que
foram apresentadas:
A) ( ) EU TER 22 MOTO
B) ( ) EU TER 22 MOTO
C) ( ) EU TER 22 MOTO
A) ( ) GANHAR SORTEIO NÚMERO 33
B) ( ) GANHAR SORTEIO NÚMERO 33
C) ( ) GANHAR SORTEIO NÚMERO 33
A) ( ) HOMEM TER B-O-L-A 44
B) ( ) HOMEM TER B-O-L-A 44
C) ( ) HOMEM TER B-O-L-A 44
c- DATILOLOGIA - assinale os pares dos nomes de acordo com a ordem da seqüência no
vídeo:
( ) J-O-Ã-O / J-O-S-É
( ) J-O-A-Q-U-I-M / J-O-Ã-O
( ) J-U-C-A / J-O-Ã-O
( ) J-O-S-É / J-O-A-Q-U-I-M
( ) J-O-S-I-A-S / J-O-A-N-A
d- COMPREENSÃO DE TEXTO: Preste atenção na estória narrada no DVD e depois anote os
sinais não compreendidos para serem trabalhados em classe com o professor.
80]
As Comunidades Surdas do Brasil
Há pessoas surdas em todos os estados brasileiros e muitas destas pessoas vêm se organizando
e formando associações pelo país que são as comunidades surdas brasileiras. Como o Brasil é muito
grande e diversificado, essas comunidades se diferenciam regionalmente em relação a hábito alimentar,
vestuário e situação sócio-econômica, entre outros. Estes fatores geram também variações
lingüísticas regionais.
As Comunidades urbanas Surdas no Brasil têm como fatores principais de integração a Libras, os
esportes e interações sociais, por isso elas têm uma organização hierárquica constituída por: uma
Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS); seis Federações Desportivas e, aproximadamente,
113 associações/clubes/sociedades/congregações, escolas, APADAs, institutos e outras
intituições em várias capitais e cidades do interior, segundo dados de diretoria da Feneis.
A CBDS, fundada em 1984, tem como proposta o desenvolvimento esportivo dos surdos do
Brasil, por isso promove campeonatos masculino e feminino em várias modalidades de esporte em
nível nacional. Seus representantes são escolhidos, através de voto secreto, pelos representantes das
Federações. Recentemente esta Confederação filiou-se à Confederação Internacional e os surdos
brasileiros têm participado de campeonatos esportivos internacionais.
As associações de surdos, como todas as associações, possuem estatutos que estabelecem os
ciclos de eleições, quando os associados se articulam em chapas para poderem concorrer a uma
gestão de dois anos, geralmente.
Participam também dessas comunidades, pessoas ouvintes que fazem trabalhos de assistência
social ou religiosa, ou são intérpretes, ou são familiares, pais de surdos ou cônjugues, ou ainda professores
que participam ativamente em questões políticas e educacionais e por isso estão sempre
nas comunidades, tornando-se membros. Os ouvintes que são filhos de surdos, muitas vezes, participam
dessas comunidades desde criancinhas, o que propicia um domínio da Libras, como de
primeira língua. Estas pessoas, muitas vezes, tornam-se intérpretes: primeiro para os próprios pais,
depois para a comunidade.
Os surdos, que são membros das associações, estão sempre interagindo com outras associações
de outros estados ou cidade, como também com as Federações, a Confederação e a FENEIS.
Diferentemente da CBDS, das Federações desportivas e associações, que se preocupam com a
integração entre os surdos, através dos esportes e lazer, a Federação Nacional de Educação e
Integração dos Surdos (FENEIS - www.feneis.org.br) é uma Entidade não governamental, registrada
no Conselho Nacional de Serviço Social/MEC e não está subordinada à CBDS, sendo filiada a World
Federation of The Deaf.
A FENEIS foi fundada em 1987, quando os surdos resolveram assumir a liderança da Federação
123456
[81
unidade
libras em contexto
mundo
dos
No
s u rd o s
Nacional de Educação e Integração do Deficiente Auditivo (FENEIDA) que surgiu da iniciativa de
várias escolas, Associações de Pais e outras instituições ligadas ao trabalho com Surdos. Sua sede é
no Rio de Janeiro, mas já possui dez regionais: Belo Horizonte, Teófilo Otoni, Brasília, Porto Alegre,
Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Recife, Fortaleza e Manaus.
Atualmente com mais de 100 entidades filiadas, a FENEIS atua como um órgão de integração
dos surdos na sociedade, através de convênios com empresas, instituições que empregam Surdos,
MEC-SEESP, CORDE e SEDUC estaduais e municipais, bem como tem promovido e participado de
debates, seminários, câmaras técnicas, congressos nacionais e internacionais em defesa dos direitos
dos Surdos em relação à sua língua, à educação, a intérpretes em escolas e estabelecimentos públicos,
a programas de televisão legendados, assistência social, jurídica e trabalhista; como também
tem assento no CONADE para defender os direitos dos Surdos.
Os surdos que participam dessas comunidades têm assumido uma cultura própria. A Cultura
Surda é muito recente no Brasil, tem pouco mais de cento e vinte anos, mas convivendo-se com
essas Comunidades Surdas, pode-se perceber uma identidade surda, ou seja, características peculiares,
como:
•A maioria das pessoas Surdas prefere um relacionamento mais íntimo com outra pessoa Surda;
•Suas piadas envolvem a problemática da incompreensão da surdez pelo ouvinte que geralmente
é o "português" que não percebe bem, ou quer dar uma de esperto e se dá mal;
•Seu teatro já começa a abordar questões de relacionamento, educação e visão de mundo das
pessoas Surdas. Isso pode ser visto em peças que a Companhia Surda de Teatro, no Rio de Janeiro,
vem apresentando;
•O Surdo tem um modo próprio de olhar o mundo onde as pessoas são expressões faciais e corporais.
Como fala com as mãos, evita usá-las desnecessariamente e quando as usam, possui uma
agilidade e leveza que podem se transformar em poesia.
Os Surdos, que freqüentam esses espaços de Surdos, convivem com duas comunidades e cultura:
a dos surdos e a dos ouvintes, e precisam utilizar duas línguas: a Libras e a língua portuguesa.
Portanto, numa perspectiva sócio-lingüística e antropológica, uma Comunidade Surda não é um
"lugar" onde pessoas deficientes, que têm problemas de comunicação se encontram, mas um
ponto de articulação política e social porque, cada vez mais, os Surdos se organizam nesses espaços
enquanto minoria lingüística que lutam por seus direitos lingüísticos e de cidadania, impondo-se não
pela deficiência, mas pela diferença.
Vendo por esse prisma, pode-se falar de Cultura Surda, ou seja, Identidade Surda. O Surdo é
diferente do ouvinte porque percebe e sente o mundo de forma diferenciada e se identifica com
aqueles que também, apreendendo o mundo como Surdos, possuem valores que vêm sendo transmitidos
de geração em geração independentemente da Cultura dos ouvintes, a qual também se
inserem.
82]
123456
[83
unidade
libras em contexto
ONDE ESTÃO OS OBJETOS OU PESSOAS?
Complete de acordo com a posição que o professor irá sinalizar:
CANETA LÁPIS __________ CANETA LÁPIS ___________
MENIN@ MENIN@__________ MENIN@ MENIN@_________
CASA ÁRVORE _________ ÁRVORE CASA __________
EXERCÍCIO
MONTANHA SOL _______ MONTANHA SOL __________
JARRA FLOR ________ COPO LÁPIS __________
LIVRO CANETA _________ CAIXA BOLA __________
84]
EXERCÍCIO
ONDE ESTÁ O GATO?
Escreva nas linhas, abaixo dos desenhos, as localizações do gato que o professor sinalizará:
a) GAT@ MESA ................ b) GAT@ BOLA .................
c) ÁRVORE GAT@................. d) CAMA GATO ............
e) CAIXA GAT@ .................
LOCALIZAÇÕES
Enumere, no mapa, os locais referidos pelo professor:
123456
[85
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
NOMES DE LUGARES E NOMES DE RUAS
Assinale os locais, mostrados pelo professor, a partir dos nomes dos locais e das ruas:
86]
NOMES DOS LOCAIS
a) __________________________
b) __________________________
c) __________________________
d) __________________________
e) __________________________
f) __________________________
g) __________________________
h) __________________________
i) ___________________________
j) ___________________________
NOMES DAS RUAS
a) __________________________
b) __________________________
c) __________________________
d) __________________________
e) __________________________
f) __________________________
g) __________________________
h) __________________________
i) ___________________________
j) ___________________________
EXERCÍCIO
"ONDE ESTÃO OS OBJETOS"
Enumere, nos locais indicados pelo professor, onde os objetos abaixo deverão
ser encontrados:
SALA DE VISITA/JANTAR
123456
[87
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
"ONDE ESTÃO OS OBJETOS"
Enumere, nos locais indicados pelo professor, onde os objetos abaixo deverão
ser encontrados:
BANHEIRO
FIG. 83
88]
EXERCÍCIO
"ONDE ESTÃO OS OBJETOS"
Enumere, nos locais indicados pelo professor, onde os objetos abaixo deverão
ser encontrados:
COZINHA
123456
[89
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
"ONDE ESTÃO OS OBJETOS"
Enumere, nos locais indicados pelo professor, onde os objetos abaixo deverão ser
encontrados:
QUARTO
90]
EXERCÍCIO
"ONDE ESTÃO OS OBJETOS"
Enumere, nos locais indicados pelo professor, onde os objetos abaixo deverão ser
encontrados:
ESCRITÓRIO
123456
[91
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
92]
EXERCÍCIO
TRABALHANDO EM DUPLAS
Criar, em dupla, contextos utilizando os sinais abaixo que foram trabalhados nessa
unidade:
FERIADO FÉRIAS FOLGA
LICENÇA FALTAR (pes soa, coi sa) FALTAR (es tar ausente)
FALTAR-AO-ENCONTRO
RECONHECENDO AS FRASES SINALIZADAS
Enumerar a frase que o professor sinalizou, colocando nos parênteses os números
de 1 a 13:
( ) COMEÇAR AULA QUE-HORA?
( ) TERMINAR AULA QUE-HORA?
( ) ACORDAR QUE-HORA?
( ) DORMIR QUE-HORA?
( ) ALMOÇAR QUE-HORA?
( ) JANTAR QUE-HORA?
( ) TRABALHAR QUE-HORA?
( ) TREM SÃO-PAULO ATÉ RIO QUANT@-HORA?
( ) ÔNIBUS NITERÓI ATÉ RIO QUANT@-HORA?
( ) IR-À-PÉ SE@ CASA ATÉ SE@-TRABALHO QUANT@-HORA?
( ) BICICLETA SE@ CASA ATÉ SE@ TRABALHO QUANT@-HORA?
( ) DIRIGIR-CARRO SE@ ESCOLA ATÉ SE@ TRABALHO QUANT@-HORA?
( ) ÔNIBUS SE@ TRABALHO ATÉ SE@ ESCOLA QUANT@-HORA?
123456
[93
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO

PROFISSÃO ~
unidade 3
96]
VEJA NO DVD
Situação 1 "A entrevista"
a- O-I, TUDO-BEM!
b- ENTRAR
a- TUDO-BEM!
b- TUDO-BEM! PODER SENTAR
a- ME@ NOME A-L-E-X-A-N-D-R-E. EU PROCURAR EMPREGO. TER V-A-G-A?
b- DEPENDER. VOCÊ SABER TRABALHAR O-QUÊ?
a- EU EX TRABALHAR JÁ A-L-M-O-X-A-R-I-F-A-D-O, DIGITADOR.
b- VER TER EMPREGO. ESPERAR PRIMEIRO. AGORA PREENCHER F-I-C-H-A.
b- TER V-A-G-A SÓ A-L-M-O-X-A-R-I-F-A-D-O, PRIMEIRO VOCÊ FALAR CHEFE, S-I CONSEGUIR
ESTÁGIO 3-MÊS, S-I GOSTAR VOCÊ FICAR.
a- BO@ SALÁRIO?
b- SIM COMEÇAR 350 MAIS TICKET, VALE-TRANSPORTE. 8 HORA.
a- D-I-A COMERÇAR?
b- AVISAR TELEGRAMA. POR FAVOR, FALTAR NÃO. IMPORTANTE VOCÊ.
a- OBRIGAD@.
b- TCHAU!!!
a- TCHAU!!!
123456
[97
unidade
libras em contexto
Libras
emcontexto
Situação 2 "Na Recepção"
VEJA NO DVD
A: TUDO-BOM
B: TUDO-BOM. VOCÊ PRECISAR ALGUMA-COISA.
A: PRECISAR INTERPRÉTE PORQUE HOJE TEM MÉDIC@ HORA 4 TARDE.
B: ESPERAR VER "disponível" SE@ HORÁRIO... AH! "DISPONÍVEL" HORÁRIO. ONDE?
A: T-I-J-U-C-A. DIRETO R-U-A PRIMEIR@ NÃO, SEGUND@ SIM. CINEMA VER ESPERAR LÁ.
B: CONHECER T-I-J-U-C-A LÁ. VOCÊ IR LÁ ENCONTRAR 3:30. MELHOR IR LÁ.
A: OBRIGAD@
B: DE NADA.
A: TCHAU!!!
INTÉRPRETE DE LIBRAS INTÉRPRETE DE LÍNGUAS ORAIS INTÉRPRETE DE LIBRAS
E DE LÍNGUAS ORAIS
98]
123456
[99
unidade
libras em contexto
Sinais relacionados a meios de comunicação e trabalho
Nessa unidade serão trabalhados muitos sinais relacionados a meios de comunicação, profissões e
atividades realizadas no trabalho, vejamos alguns sinais:
MEIOS DE COMUNICAÇÃO:
PAGER TDD CAS (Centro de Atendimento para Surdos
oferecidos por empresas de telefonia)
VERBOS RELACIONADOS A MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRABALHO
1 - ENVIAR:
ENVIAR-MENSAGEM ENVIAR-CARTA ENVIAR / TRAZER
•Vou enviar e-mail.
•Ela enviou uma carta aos amigos.
•Ela está enviando novo estagiário a FIOCRUZ.
1
Gramática
2- PROCURAR:
100]
ESTÁGIO CARTEIRA-DE-TRABALHO SALARIO
a) Estou procurando emprego a) Estou procurando lápis a) Estava procurando você!
PESSOA PROCURAR
EMPREGO
PESSOA PROCURAR
OBJETO
PESSOA PROCURAR
PESSOA
3- PASSAR:
4 - AVISAR:
1sAVISAR2s 3sAVISAR1s AVISO-PRÉVIO
•Eu já avisei, que precisava sair!
•O meu chefe me avisou que terá aumento de salário.
•O meu amigo que trabalha comigo já recebeu o Aviso Prévio.
•Vou passar sua roupa.
•Ônibus número 583 passa na sua casa.
•Ela passou na minha frente.
•Ontem você já passou o fax para seu amigo? Ele estava te aguardando.
PASSAR-COM-FERRO Objeto-longo PASSAR Pessoa PASSAR PASSAR-FAX
123456
[101
unidade
libras em contexto
5 - INFORMAR:
INFORMAÇÕES INFORMAR/DIVULGAR
•Vou procurar informações sobre o curso de LIBRAS na FENEIS.
•A Diretoria da FENEIS informou aos funcionários o novo horário.
6 - RECEBER
RECEBER SALÁRIO/ RECEBER-SALÁRIO
•Você recebeu e leu a mensagem do celular.
•Ele recebeu o pagamento. ( salário
102]
7 - APOSENTAR
RECECEBER-APOSENTADORIA/APOSENTAR APOSENTADORIA/APOSENTAD@
•Ele aposentou há pouco tempo.
•Eu recebo o meu dinheiro da aposentadoria
8 - ESPERAR
ESPERA ESPERAR / AGUARDAR UM-POUCO
•Esperou o amigo uma hora.
•Espere só um pouquinho!
9 - ACABAR
ACABAR ( pronto ) ACABAR - NAMORO ACABAR /TERMINAR ACABAR COMIDA/ÁGUA
•O trabalho já acabou?
•O namoro deles acabou.
123456
[103
unidade
libras em contexto
•Não quero saber! Acabou!
•A comida acabou! A água acabou!
10- ADMITIR
ADMITIR ( APROVADO) ADMITIR (ENTRAR)
•Fui admitido para aquele emprego. (Ser aprovado)
•A empresa admitiu novos funcionários. (Entrar)
11 - FICAR
FICAR AQUI FICAR QUIETA FICAR LÁ
•Fiquei muito tempo aqui.
•Ela ficou quieta.
•Passou mal e resolveu ficar em casa.
104]
12 - SAIR
SAIR-EMPREGO/DEMITIR SAIR SAIR
•Ela saiu do emprego.
•Paulo saiu com a amiga dele.
•Ele saiu há muito tempo. Foi ao banco.
13 - PEDIR
PEDIR
•É feio sempre pedir coisas.
14 - COMEÇAR
COMEÇAR COMEÇAR / INICIAR
•Vai começar a aula de LIBRAS agora!
•Em 1998 começou o 1o curso de capacitação dos Instrutores na FENEIS.
123456
[105
unidade
libras em contexto
15 - APROVAR
APROVAR/PASSAR/CONSEGUIR APROVAR/LIBERAR
•Fui aprovada!
•O pagamento foi aprovado.
16 - REPROVAR
REPROVAR / CONSEGUIR-NÃO REPROVAR / PASSAR-NÃO REPROVAR ( NÃO DEU CERTO)
•Ela foi reprovada no curso de Língua de Sinais.
•O ministro reprovou a indicação do nome dela.
•O seu trabalho sobre Língua de Sinais foi reprovado.
17 - CANCELAR
CANCELAR CANCELAR CANCELAR
•Amanhã a reunião será cancelada
•Você colou na prova e ela será cancelada.
•O passeio turístico foi cancelado e adiado para o outro dia! (NÃO DEU CERTO)
106]
Numerais ordinais VEJA NO DDV
Os numerais ordinais do PRIMEIRO até o NONO têm a mesma forma dos cardinais, mas aqueles
possuem movimentos enquanto estes não possuem. Os ordinais do PRIMEIRO até o QUARTO
têm movimentos para cima e para baixo e os ordinais do QUINTO até o NONO têm movimentos para
os lados. A partir do numeral DEZ, não há mais diferença entre os cardinais e ordinais. Observe os
exemplos no DVD e fique sempre atento quando for utilizá-los.
PRIMEIR@(ORDINAL) PRIMEIRAMENTE PRIMEIRA VEZ UMA VEZ
ÚLTIM@ ÚLTIM@
NUMERAIS ORDINAIS
1) Complete com o numeral:
A: VOCÊ MORAR APARTAMENTO QUAL?
B: EU MORAR _________________
2
123456
[107
unidade
libras em contexto
ATIVIDADES PARA SEREM FEITAS COM O DVD
A: ME@ TRABALHAR EDIFÍCIO ______________
B: _______ ALT@! UAU!
A: S-A-L-A INFORMÁTICA ONDE?
B: ________________ LÁ
ACERTE VOCÊ MESMO!
2) Marque a alternativa correta:
( ) EU TRABALHAR EDIFÍCIO 5° ANDAR
( ) EU TRABALHAR EDIFÍCIO 5° ANDAR
( ) EU TRABALHAR EDIFÍCIO 5° ANDAR
( ) ESPORTISTA SENNA GANHAR 1°-LUGAR
( ) ESPORTISTA SENNA GANHAR 1°-LUGAR
( ) ESPORTISTA SENNA GANHAR 1°-LUGAR
( ) ME@ CARRO veículoEM-FILA AO-LADO 2°
( ) ME@ CARRO veículoEM-FILA AO-LADO 2°
( ) ME@ CARRO veículoEM-FILA AO-LADO 2°
( ) ONTEM VOCÊ FALTAR.FENEIS?
( ) ONTEM VOCÊ FALTAR FENEIS?
( ) ONTEM VOCÊ FALTAR FENEIS?
Pronomes interrogativos
Na LIBRAS, há uma tendência para a utilização, no final da frase, dos pronomes interrogativos
QUAL, COMO e PARA-QUÊ, e para a utilização, no início da frase, do pronome interrogativo
POR-QUE, mas os primeiros podem ser usados também no início e POR-QUE pode ser utilizado também
no final.
O pronome interrogativo COMO também tem outra forma em datilologia: C-O-M-O, utilizada,
geralmente, em contexto enfático.
Não há diferença entre o "por que" interrogativo e o "porque" explicativo, o contexto
mostra, pelas expressões faciais, quando ele está sendo usado em frase interrogativa ou em frase
explicativa/causal. Exemplos:
QUAL? QUAL? (Comparativo) QUAL? (Comparativo)
2
108]
COMO? PARA QUÊ?
VEJA NO DVD E RESPONDA ABAIXO: GRAMÁTICA
PRONOMES INTERROGATIVOS QUAL, COMO, PARA-QUÊ
1) VOCÊ GOSTAR MAIS ESTAMPAD@ O-U LIS@ QUAL?
R: _______________________________________________________________________
2) VOCÊ GOSTAR CACHORR@ O-U GAT@?
R: _______________________________________________________________________
3) VOCÊ LER LIVRO? NOME QUAL?
R: _______________________________________________________________________
4) VOCÊ GOSTAR ESTUDAR O-U TRABALHAR?
R: _______________________________________________________________________
5) VOCÊ IR PRAIA AMANHÃ ONIBUS, CARRO, A-PÉ? COMO?
R: _______________________________________________________________________
6) EL@ COMPRAR CARRO? C-O-M-O DINHEIRO?
R: _______________________________________________________________________
7) SE@ ESPOSA GRÁVIDA?
R: _______________________________________________________________________
8) FALAR M-A-L. PRA-QUÊ?
R: _______________________________________________________________________
9) PAPEL RASGAR PARA-QUÊ?
R: _______________________________________________________________________
10) VOCÊ CHEGAR ATRASAD@ EU SABER VOCÊ BEBER?
R: _______________________________________________________________________
(exp.facial "parece que ele percebeu, me dei mal!")
123456
[109
unidade
libras em contexto
11) POR-QUE FALTAR ONTEM TRABALHO?
R: _______________________________________________________________________
VEJA NO DVD: PRONOMES INTERROGATIVOS QUAL, COMO, PARA-QUÊ
Pronomes indefinidos
Os pronomes indefinidos NINGUÉM (Pessoa) e NINGUÉM (acabar) são usados somente para
pessoa; NINGUÉM/NADA/NENHUM (mãos abertas esfregando uma sobre a outra) é usado para pessoa,
animal e coisa; NENHUM/NADA (dedo polegar e indicador com o formato oval e os outros
dedos estendidos, mão com movimento balançando) é usado para pessoa, animal e coisa e pode,
em alguns contextos, ter o sentido de "não ter"; finalmente o pronome indefinido NENHUMPOUQUINHO
(palma da mão virada para cima fazendo, com os dedos polegar e indicador em contato)
é um reforço para a frase negativa e pode vir após o sinal NADA. O sinal soletrado "DE-N-AD-
A" é usado como resposta para um agradecimento:
PESSOA NENHUM NINGUÉM/NADA/NENHUM NINGUÉM ( acabar )
NENHUM/NADA/NINGUÉM NENHUM-POUQUINH@ DE-N-A-D-A
EXEMPLOS:
NINGUÉM (acabar)
•TER-NÃO NINGUÉM CASA.
não
NENHUM
•VOCÊ TER CARRO?
EU, NENHUM CARRO
4
110]
•VOCÊ TER GAT@?
EU, ME@ CASA NENHUM .
NENHUM-POUQUINHO
•EL@ COMER TUD@ TER-NÃO NENHUM-POUQUINHO
VEJA NO DVD E RESPONDA ABAIXO: PRONOMES INDEFINIDOS
NENHUM
1) VOCÊ TER CARRO?
R: _______________________________________________________________________
2) VOCÊ TER CASA GAT@?
R: _______________________________________________________________________
NINGUÉM
3) VOCÊ TER PESSOA CASA DENTRO?
R: _______________________________________________________________________
NADA
4) VOCÊ AMANHÃ IR CINEMA FAMÍLIA OU AMIG@?
R: _______________________________________________________________________
5) NOITE VOCÊ FAZER O QUÊ?
R: _______________________________________________________________________
DE-N-A-D-A
6) OBRIGAD@ 2sPRESENTAR1s
R: _______________________________________________________________________
7) COMIDA COMER-COM-TALHERES SOBRAR
R: _______________________________________________________________________
123456
[111
unidade
libras em contexto
Os Surdos enquanto Minoria Lingüística
Não se tem registro de quando os homens começaram a desenvolver comunicações
que pudessem ser consideradas línguas. Hoje a raça humana está dividida nos espaços
geográficos delimitados politicamente e cada nação tem sua língua ou línguas oficiais
como, por exemplo, o Canadá que possui a língua inglesa e a francesa. Os países que
possuem somente uma língua oficial são, politicamente, monolíngües, os que possuem
duas são bilíngües e os que possuem mais de duas, polilíngües.
Mas, em todos os países, existem minorias lingüísticas que por motivo de etnia
e/ou imigração, mantém suas línguas de origem, embora as línguas oficiais dos países,
onde estas minorias coabitam, ou politicamente fazem parte, sejam outras. Este é o caso
das tribos indígenas no Brasil e nos Estados Unidos e dos imigrantes que se organizam e
continuam utilizando suas línguas de origem, como nos Estados Unidos e na França. Os
indivíduos destas minorias geralmente são discriminados e precisam se tornar bilíngües
para poderem participar das duas comunidades.
Pode-se falar de bilingüismo social e individual, o primeiro é quando uma comunidade,
por algum motivo precisa utilizar duas línguas, o segundo é a opção de um indivíduo
para aprender outra língua além da sua materna. Geralmente os membros das
minorias lingüísticas se tornam indivíduos bilíngües por estarem inseridos em comunidades
lingüísticas que utilizam línguas distintas.
Em todos os países, os Surdos são minorias lingüísticas como outras, mas não
devido à imigração ou à etnia, já que a maioria nasce de famílias que falam a língua ofi -
cial da comunidade maior, a qual também pertencem por etnia; eles são minoria lingüística
por se organizarem em associações onde o fator principal de integração é a utilização
de uma língua gestual-visual por todos os associados. Sua integração está no fato de
terem um espaço onde não há repressão de sua condição de Surdo, podendo expressarem-
se da maneira que mais lhes satisfazem para manterem entre si uma situação
prazerosa no ato de comunicação.
Quando imigrantes vão para outros países, formando guetos, a língua que levam,
geralmente, é a língua oficial de sua cultura, sendo respeitada, enquanto língua, no país
onde imigram, mas as línguas dos Surdos, por serem de outra modalidade - gestual-visual
- e por serem utilizadas por pessoas consideradas "deficientes" - por não poderem, na
maioria das vezes, expressarem-se como ouvintes - eram desprestigiadas e, até bem
pouco tempo, proibidas de serem usadas nas escolas e em casa de criança surda com pais
ouvintes.
Este desrespeito, fruto de um desconhecimento, gerou um preconceito e pensavase
que este tipo de comunicação dos surdos não poderia ser língua e se os surdos
ficassem se comunicando por "mímica", eles não aprenderiam a língua oficial de seu
país. Mas as pesquisas que foram desenvolvidas nos Estados Unidos e na Europa
mostraram o contrário. Se uma criança surda puder aprender a língua de sinais da sua
112]
mundo
dos
No
s u rd o s
123456
[113
unidade
libras em contexto
comunidade surda à qual será inserida, ela terá mais facilidade em aprender a língua
oral-auditiva da comunidade ouvinte a qual também pertencerá porque nesse aprendizado
que não pode ouvir os sons que emite, ela já trará internalizado o funcionamento e
as estruturas lingüísticas de uma língua de sinais, a qual pôde receber em seu processo
de aprendizagem um feed-back que serviu de reforço para adquirir uma língua por um
processo natural e espontâneo.
Isso ocorre porque todas as línguas se edificam a partir de universais lingüísticos,
variando apenas em termos de sua modalidade (oral-auditiva ou gestual-visual) e suas
gramáticas particulares, transformando-se a cada geração a partir da cultura da comunidade
lingüística que a utiliza. Daí é preconceito e ingenuidade dizer, hoje, que uma língua
é superior a qualquer outra, já que elas enquanto sistemas lingüísticos, independem
dos fatores econômicos ou tecnológicos, não podendo ser classificadas em desenvolvidas,
subdesenvolvidas ou, ainda, primitivas.
As línguas se transformam a partir das comunidades lingüísticas que a utilizam.
Uma criança surda precisará se integrar à Comunidade Surda de sua cidade para poder
ficar com um bom desempenho na língua de sinais desta comunidade.
Como os surdos estão em duas comunidades precisam manter esse bilingüismo
social, e uma língua ajuda na compreensão da outra.
PRIMEIRO PESQUISADOR SURDO BRASILEIRO
Preste atenção na história que o professor irá narrar:
1-Escreva abaixo o que entenderam;
2-Responda completando cada letra da FORCA, até descobrir quem foi o primeiro pesquisador
Surdo Brasileiro.
HISTÓRICO:
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
________________________________
QUEM FOI O PRIMEIRO PESQUISADOR SURDO BRASILEIRO?
114]
EXERCÍCIO
123456
[115
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
1° PRESIDENTE DA FENEIS
Preste atenção na história que o professor irá narrar:
1-Escreva abaixo o que entender;
2-Responda completando cada letra da FORCA, até descobrir quem foi o primeiro presidente da
FENEIS.
HISTÓRICO:
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
________________________________
QUEM FOI O 1° PRESIDENTE DA FENEIS?

FAMI´LIA
unidade 4
118]
Situação 1 "Aniversário"
(B chega na casa do amigo)
a- BO@ VIR... ENTRAR VER... MUIT@ LÁ TER. MUIT@.
b- BONIT@ FESTA! PORQUE EU VIR QUERER
CONHECER SE@ FAMÍLIA.
a- BO@! EU FALAR ME@ FAMÍLIA:
HOMEM VELH@ GORD@ ALI ME@ P-A-I;
MULHER ARRUMARcontinuativo ALI ME@ ESPOS@;
MULHER BLUSA LISTRAD@ AZUL, SENTAD@ ALI,
ME@ IRMÃ@, NOME M-A-R-C-I-L-I-A;
HOMEM BLUSA AZUL LISTRAD@ AMAREL@, ME@ CUNHAD@;
MENIN@ BLUSA AZUL ESTAMPAD@ FLOR, ME@ FILH@;
GAROTA SAIA AMAREL@, ME@ SOBRINH@.
b- BONIT@, EL@-2 PRIM@, SE@ M-Ã-E ONDE?
a- MORRER MUITO-TEMPO. DESCULPAR EU OCUPAD@, VOCÊ FICAR-À-VONTADE, QUER
C-H-O-P-P? QUER? VIR.
123456
[119
unidade
libras em contexto
Libras
emcontexto
FAMÍLIA
120]
CASAD@ SOLTEIR@
DIVORCIAD@ SEPARAD@
AMANTE AMIGAD@
COMPANHEIR@ VÍUV@
Adjetivos na Libras
Os adjetivos são sinais que formam uma classe específica na Libras e sempre estão na forma
neutra, não havendo, portanto, nem marca para gênero (masculino e feminino), nem para número
(singular e plural).
Muitos adjetivos, por serem descritivos, apresentam iconicamente uma qualidade do objeto,
desenhando-a no ar ou mostrando-a a partir do objeto ou do corpo do emissor.
Em português, quando uma pessoa se refere a um objeto como sendo arredondado, quadrado,
listrado, entre outros, está também descrevendo mas, na Libras, esse processo é mais "transparente"
porque o formato ou textura são traçados no espaço ou no corpo do emissor, em uma
tridimensionalidade permitida pela modalidade da língua.
Em relação à colocação dos adjetivos na frase, eles geralmente vêm após o substantivo que
qualifica. Seguem, abaixo, alguns exemplos de adjetivos na Libras:
GORD@ GORD@ muito MAGR@
GRANDE PEQUEN@
1
123456
[121
unidade
libras em contexto
Gramática
USAD@ VELH@
NOV@ ( COISA ) NOV@ ( JOVEM ) NOV@ (JOVEM)
VER NO DVD - GRAMÁTICA: Adjetivos na Libras
(1) EU PASSADO GORD@ PORQUE COMERmuito, AGORA EU EMAGRECER PORQUE EU COMER
POUCO COMER EVITAR.
(2) ME@ CARRO BONIT@ 1sVER CARRO veículoMOVER FEI@.
(3) EU VER MULHER BONIT@ CABELO-CREP@. MAS ME@ ESPOS@ CABELO-LIS@ LIS@.
(4) LEÃ@ ENORME CORPO AMARL@. É PERIGOS@.
(5) RAT@ PEQUEN@, PRET@, ESPET@.
122]
ALT@ ALT@ BAIX@
FEI@ BONIT@ GROSS@ FIN@
ONDULAD@/ CURVAD@ ESTAMPAD@ QUADRICULAD@
XADREZ COM - BOLINH@ QUADRAD@ / QUADRICULADA
LISTRAD@-VERTICAL LIS@ LIS@
123456
[123
unidade
libras em contexto
Sinais para cores e tonalidades
AZUL VERMELH@ AMAREL@ VERDE
LARANJA MARRON PRET@ PRET@ BRANC@
BEGE VINHO VIOLETA ROSA
CINZA ROX@ CLAR@ ESCUR@
VER NO DVD: ADJETIVOS
2
124]
123456
[125
unidade
libras em contexto
Comparativo de igualdade, superioridade e inferioridade
Em Libras, também, pode ser comparada uma qualidade ou uma ação a partir de três situações:
superioridade, inferioridade e igualdade.
Para expressões comparativas de superioridade e inferioridade, usa-se os sinais MAIS e MENOS
antes do adjetivo comparado, seguido da conjunção comparativa DO-QUE, ou seja:
•comparativo de superioridade: X MAIS ---ADJ.--- DO-QUE Y;
•comparativo de inferioridade: X MENOS ---ADJ.--- DO-QUE Y.
Para ações, as expressões comparativas vêm após o verbo, ou seja:
•comparativo de superioridade: X VERBO MAIS DO-QUE Y;
•comparativo de inferioridade: X VERBO MENOS DO-QUE Y;
Essa expressão comparativa "do que" tem flexão para as pessoas do discurso e, por isso, a orientação
para aonde o sinal aponta indicará a segunda pessoa/objeto/animal comparados.
Para o comparativo de igualdade, podem ser usados dois sinais: IGUAL (dedos indicadores e
médios das duas mãos roçando um no outro) e IGUAL (duas mãos em B, viradas para frente
encostadas lado a lado), geralmente no final da frase. Exemplos:
(1) VOCÊ MAIS VELH@ DO-QUE EL@
(2) VOCÊ MENOS VELH@ DO-QUE EL@
(3) VOCÊ-2 BONIT@ IGUAL (me)
IGUAL (md)
(4) VOCÊ COMER MAIS 2SDO-QUE1S EU
(5) ELE FUMAR MENOS 3SDO-QUE2S VOCÊ
GRAU COMPARATIVO
IGUALDADE SUPERIORIDADE INFERIORIDADE
2sDO-QUE1s 1sDO-QUE2s
VEJA NO DVD: COMPARATIVO
3
Pronomes indefinidos e quantificadores
VER NO DVD: PRONOMES INDEFINIDOS - SÓ, CADA-UM, ALGUM, POUC@,
MAIORIA, MINORIA
4
126]
ALGUNS ALGUNS VÁRI@S POUC@
POUC@
MAIORIA MINORIA
POUQUINH@ MUIT@ MUIT@
SOZINH@ SOZINH@ CADA CADA UM
Advérbios de tempo (freqüência)
Na Libras há expressões especificas para representar freqüência de uma ação e algumas são
expressões idiomática:
•NUNCA, N-U-N-C-A, NUNCA-M-A-I-S, NUNCA-VI, NUNCA-V-I;
•FREQÜENTE e FREQÜENTEMENTE possuem a mesma configuração de mão, mas para a segunda
idéia que tem o aspecto contínuo, o sinal é feito repetidamente;
•SEMPRE (CONTINUAR) e MESM@ possuem a mesma configuração de mão, mas para o primeiro
há um movimento para frente do enunciador, enquanto o segundo fica no mesmo ponto de articulação
inicial;
• MESM@^IGUAL é um sinal composto formado pelo sinal MESM@ mais o sinal IGUAL, com o sentido
de "sempre", "mesma coisa". Exemplos:
(1) VOCÊ ESTUDAR AINDA INES?
afirmativamente
EU CONTINUAR.
(2) EL@ SEMPRE FALAR MESM@^IGUAL.
...neg...
(3) TDD DIFERENTE EU NUNCA-VI. EU CONHECER- NÃO!
EXPRESSÕES e ADVÉRBIOS DE TEMPO
NUNCA NUNCA-MAIS NUNCA-MAIS
N-U-N-C-A^VI N-U-N-C-A-V-I
5
123456
[127
unidade
libras em contexto
128]
MESM@^IGUAL MESM@-LUGAR
AINDA (FALTA MAIS) COM-FREQÜÊNCIA FREQÜENTEMENTE
123456
[129
unidade
libras em contexto
Situação 2 "No restaurante"
1- Veja esta Situação 2 e complete os diálogos abaixo, com a primeira fala:
1) A: _______________________________________________________.
B: EU FAZER? O-QUÊ? É MESMO!
2) A: _______________________________________________________.
.B: SIM, CONTINUAR.
3) A: _______________________________________________________.
B: SIM, MESM@.
4) A: _______________________________________________________.
B: EU FICAR.
5) A: _______________________________________________________.
B: EU SABER EL@ ASSIM, QUER BEBER?
6) A: _______________________________________________________.
2- Complete as frases escrevendo o sinal que está faltando de acordo com asfrases
sinalizadas no DVD:
A) VOCÊ TER-NÃO LIVRO. VOCÊ TER-NÃO "DIVERSOS" ?
- TER-NÃO._________________ 1
B) EU QUERER COMPRAR RELÓGIO 5.
- SENTIR-MUITO. TER-NÃO. _________________ TER 2.
C) VOCÊ DISTRIBUIR CHOCOLATE CRIANÇA?
- NÃO, ______________ 1 _________________ .
D) VOCÊ NÃO COMPRAR T-U-D-O?
- NÃO, ____________ _____________ . MAS COMPRAR BO@ COMPRAR.
COISA+ BOBAGEM COMPRAR NÃO.
E) 2sPERGUNTAR1s "GRUPO" S-A-L-A HOMEM ______________.
- NÃO, ____________ TER "GRUPO" HOMEM, TER ___________ MULHER.
F) VOCÊ PROVA RUIM. VOCÊ POR-QUÊ?
- PORQUE EU ESTUDAR _________________ .
G) MAIS ________________ OUVINTE SURD@ QUAL?
- ________________ OUVINTE, _______________ SURD@.
ATIVIDADES PARA SEREM FEITAS COM O DVD
130]
Uma Breve Retrospectiva da Educação de Surdos no Brasil (I)1
O mais antigo registro que menciona sobre "Língua de Sinais" é de 368 aC, escrito pelo filósofo
grego Sócrates, quando perguntou ao seu discípulo:
"Suponha que nós, os seres humanos, quando não falávamos e queríamos indicar objetos,
uns para os outros, nós o fazíamos, como fazem os surdos mudos sinais com as mãos,
cabeça, e demais membros do corpo ?"2
Nessa comunicação de idéias por outros sentidos, a comunicação se dá através dos olhos nos
sinais feitos pelas mãos, expressão facial, corporal e, às vezes também, sons, tudo simultaneamente
ou também seqüenciado e a pessoa precisa ficar atenta a todas essas expressões para entender o
que está se dizendo. Este é o universo de uma pessoal que utiliza uma língua de modalidade gestual-
visual.
A comunicação por sinais foi a solução encontrada também pelos monges beneditinos da Itália,
cerca de 530 d.C, para manter o voto do silêncio. Mas pouco foi registrado sobre esse sistema ou
sobre os sistemas usados por surdos até a Renascença, mil anos depois.
Até o fim do século XV, não havia escolas especializadas para surdos na Europa porque, na época,
os surdos eram considerados incapazes de serem ensinados. Por isso as pessoas surdas foram excluídas
da sociedade e muitas tiveram sua sobrevivência prejudicada. Existiram leis que proibiam o surdo
de possuir ou herdar propriedades, casar-se, votar como os demais cidadãos.
Muitos surdos foram excluídos somente porque não falavam, o que mostra que, para os ouvintes,
o problema maior não era a surdez, propriamente dita, mas sim a falta de fala. Daquela época até
hoje, ainda muitos ouvintes confundem a habilidade de falar com voz com a inteligência desta pessoa,
embora a palavra "fala" esteja etimologicamente ligada ao verbo/pensamento/ação e não ao
simples ato de emitir sons articulados.
Apesar desse preconceito generalizado, houve pessoas ouvintes que desenvolveram métodos
para ensinar surdos a língua oral de seu país, como, por exemplo, um italiano chamado Girolamo
Cardano, que utilizava sinais e linguagem escrita, e um espanhol, monge beneditino, chamado
Pedro Ponce de Leon, que utilizava, além de sinais, treinamento da voz e leitura de lábios.
Entre estas pessoas que começaram a educar os surdos, algumas acreditaram que a primeira
etapa da educação deles devia ser um ensino da língua falada, adotando uma metodologia que
ficou conhecida como "método oralista puro". Outras utilizaram a língua de sinais, já conhecida
pelos alunos, como meio para o ensino da fala, foi o chamado "método combinado".
Entre os adeptos da segunda proposta, estavam os professores Juan Pablo Bonet, da Espanha; o
Abbé Charles Michel de I'Epee, da França; Samuel Heinicke e Moritz Hill, da Alemanha; Alexandre
mundo
dos
No
s u rd o s
123456
[131
unidade
libras em contexto
Graham Bell, nascido na Escócia mas que morou no Canadá e nos Estados Unidos; e Ovide Decroly,
da Bélgica.
Destes Professores, o mais importante, do ponto de vista do desenvolvimento da língua de sinais
brasileira, foi l'Epee, porque foi de seu instituto na França, que veio para o Brasil, o Prof. Huet, um
professor surdo, que, à convite de Dom Pedro II, trouxe este "método combinado", criado por
l'Epee, pra trabalhar com os surdos do Brasil.
Em 1857, foi fundada a primeira escola para surdos no Brasil, o Instituto dos Surdos-Mudos, hoje,
Instituto Nacional da Educação de Surdos (INES). Foi a partir deste instituto que surgiu, da mistura
da Língua de Sinais Francesa, trazida pelo Prof. Huet, com a língua de sinais brasileira antiga, já
usada pelos surdos das várias regiões do Brasil, a Língua Brasileira de Sinais.
O instituto de l'Eppe contribuiu, também, para o desenvolvimento da Libras porque, em 1896,
houve nesta escola um encontro internacional que avaliou a decisão do Congresso Mundial de
Professores de surdos que tinha ocorrido em 1880, em Milão.
A pedido do governo, viajou para a França, o professor do antigo Instituto, A. J. de Moura e Silva,
para avaliar aquela decisão de que todos os surdos deveriam ser ensinados pelo "método oralista
puro". Moura e Silva concluiu em seu relatório que este método não podia servir a todos os surdos.
Assim, o antigo Instituto continuou como um centro de integração para o fortalecimento do
desenvolvimento da Libras, pois segundo Relatório do Diretor Dr. Tobias Rabello Leite, de 1871, esta
escola já possuía alunos vindos de várias partes do país e após dezoito anos retornavam `as cidades
de origem levando com eles a Libras.
1 Texto produzido em co-autoria com Emeli Marques.
2 Cratylus de Plato, discípulo e cronista, 368 a. C.
ÁRVORE GENEALÓGICA
"TRÊS GERAÇÕES DE UMA FAMÍLIA"
Anotar os nomes e idades nos quadrados da árvore genealógica abaixo, a partir da sinalização do
professor que dará os nomes e as idades dos membros da uma família e, depois, descreverá a
relação de parentesco dessa família:
132]
EXERCÍCIO
DIÁLOGO - " FAMÍLIA"
Os alunos, em duplas, reproduzirem o diálogo abaixo e depois irão apresentá-lo para a classe:
LÍNGUA PORTUGUESA LÍNGUA DE SINAIS
A) Você mora sozinho? A) VOCÊ MORAR SOZINH@?
B) Não, eu moro com a minha família. B) NÃO, FAMÍLIA MORAR JUNTO.
A) Sua família é grande? A) FAMÍLIA SE@ GRANDE?
B) É grande, tenho muitos irmãos, B) FAMÍLIA GRANDE, TER MUIT@
sobrinhos, primos e tios. IRMÃ@, SOBRINH@, PRIM@ TI@.
A) Quem mora na sua casa? A) VOCÊ MORAR JUNT@ FAMÍLIA
QUANT@?
B) Eu, _______________________ B) EU, _______________________
A) Você tem namorado(a)? A) VOCÊ TER NAMORAD@
B) _________ Eu, ( não ) tenho. B) ___________ EU, TER ( NÃO )
A) Você quer casar? A) VOCÊ QUERER CASAR?
B) _______________ B) __________________
A) Quantos filhos você quer ter? A) VOCÊ QUERER FILH@ QUANT@?
B) ____________________ B) __________________
123456
[133
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
134]
"CARACTERÍSTICAS DAS ROUPAS"
O professor dará informações descrevendo modelos de blusa, dirá também onde foi comprado e
em qual loja.
Escrever, abaixo, os modelos das blusas e nome da loja onde foi comprada, a partir das informações
dadas pelo professor:
1- ___________________________________________________________________________
2- ___________________________________________________________________________
3- ___________________________________________________________________________
4- ___________________________________________________________________________
5- ___________________________________________________________________________
6- ___________________________________________________________________________
7- ___________________________________________________________________________
8- ___________________________________________________________________________
EXERCÍCIO
1 2
3 4
5 6
7 8
"PRONOMES INDEFINIDOS"
Criar, em dupla, contextos utilizando os seguintes sinais: Só, Sozinho, Cada um, Alguns, Pouco,
Pouquinho, Muito, Vários, Maioria, Minoria.
Após essa atividade, cada dupla apresentará seus diálogos para a classe.
ALUNO A
a) ______________________________________________________
b) ______________________________________________________
c) ______________________________________________________
d) ______________________________________________________
e) ______________________________________________________
f) ______________________________________________________
g) ______________________________________________________
h) ______________________________________________________
i) ______________________________________________________
j) ______________________________________________________
ALUNO B
a) ______________________________________________________
b) ______________________________________________________
c) ______________________________________________________
d) ______________________________________________________
e) ______________________________________________________
f) ______________________________________________________
g) ______________________________________________________
h) ______________________________________________________
i) ______________________________________________________
j) ______________________________________________________
123456
[135
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
"ADVÉRBIOS DE TEMPO"
Criar, em dupla, contextos utilizando os seguintes sinais: Nunca; Nunca mais; Nunca vi; Sempre;
Mesmo; Mesma coisa; Freqüentemente; Todo-dia.
Após essa atividade, cada dupla apresentará seus diálogos para a classe.
ALUNO A
a) ______________________________________________________
b) ______________________________________________________
c) ______________________________________________________
d) ______________________________________________________
e) ______________________________________________________
f) ______________________________________________________
g) ______________________________________________________
h) ______________________________________________________
i) ______________________________________________________
j) ______________________________________________________
ALUNO B
a) ______________________________________________________
b) ______________________________________________________
c) ______________________________________________________
d) ______________________________________________________
e) ______________________________________________________
f) ______________________________________________________
g) ______________________________________________________
h) ______________________________________________________
i) ______________________________________________________
j) ______________________________________________________
136]
EXERCÍCIO
.Anotar os nomes e idades nos quadrados da árvore genealógica abaixo, a partir da sinalização
do professor que dará os nomes e as idades dos membros da uma família e, depois, descreverá a
relação de parentesco dessa família:
123456
[137
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO

COMPRAR IR?!..
"Vamos às compras?!.."
unidade 5
140]
VEJA NO DVD
Situação 1 "Na Loja"
a- TUDO-BEM.
b- QUER O-QUÊ VOCÊ? ( ou QUE DESEJAR?)
a- EU QUERER IGUAL ( apontando para um biquíni)
b-: AQUEL@, ESPERA...C-O-R?
a- C-O-R LARANJA.
b- "M", "P", "G" QUAL?
a- EU "M".
b- M, CERTO (procura e entrega outro modelo)
a- NÃO-É,! TER OUTR@... ESTAMPAD@, BOLINHA+, LIS@, QUALQUER TER?
b- TER, ESPERAR...(procura outro modelo)
a- BONIT@ ESS@! PODER EXPERIMENTAR?
b- PODER.
a- (sai para experimentar o biquíni).
Situação 2 "Supermercado"
a- ONDE COMPRAR SUPERMERCADO?
b- SABER- NÃO? FÁCIL.
a- SABER- NÃO.
b- VOCÊ ESQUINA PRIMEIR@ R-U-A LÁ É.
a- AH, FÁCIL CERTO.
b- COMPRAR O-QUÊ?
a- EU COMPRAR? ARROZ, FEIJÃO, CARNE, O-V-O, MANTEIGA SÓ. VOCÊ COMPRAR O-QUÊ?
b- COMPRAR GRANDE QUANTIDADE.
a- 2sIR1s JUNT@.
b- SIM, 2sIR1s.
123456
[141
unidade
libras em contexto
Libras
emcontexto
Utilização dos numerais para valores monetários
Em Libras para se representar os valores monetários de um até nove reais, usa-se o sinal do
numeral correspondente ao valor, incorporando a este o sinal VÍRGULA. Por isso o numeral para
valor monetário terá pequenos movimentos rotativos. Pode ser usado também para estes valores
acima os sinais dos numerais correspondentes seguido dos sinais soletrados R-L "real" ou R
"real/reais".
1
142]
Gramática
DINHEIRO UM-REAL CINCO-REAIS
CINQUENTA REAL/REAIS
CEM REAL/REAIS
DEZ REAL/REAIS
REAL
QUINHENTOS REAL/REAIS
Para valores de um mil até nove mil também há a incorporação do sinal VÍRGULA, mas aqui o movimento
desta incorporação é mais alongando do que os valores anteriores (de 1 até nove reais).
Podem ser usados também, para esses valores acima, os sinais dos numerais correspondentes seguidos
de PONTO.
Para valores de um milhão para cima, usa-se também a incorporação do sinal VÍRGULA com o
numeral correspondente, mas aqui o movimento rotativo é mais alongado do que em mil. Pode-se
notar uma gradação tanto na expressão facial como neste movimento da vírgula incorporada que
ficam maiores e mais acentuados: de 1 a 9 < de 1.000 a 9.000 < de 1.000.000 a 9.000.000.
Quando o valor é centavo, o sinal VÍRGULA vem depois do sinal ZERO, mas na maioria das vezes
não precisa usar o sinal ZERO para centavo porque o contexto pode esclarecer e os valores para centavos
ficam iguais aos numerais cardinais.
VEJA NO DVD: NUMERAIS PARA VALORES
123456
[143
unidade
libras em contexto
MIL CINCO-MIL
DEZ MIL UM-MILHÃO
NOTA MOEDA/CENTAVO
144]
2 Sinais relacionados a transações comerciais e bancárias
PAGAR-À-VISTA PAGAR-A-PRAZO DESCONTO
DEPOSITAR SAQUE EMPRÉSTIMO
BANCO CARTÃO CHEQUE PAGAMENTO
AUMENTO
QUANTO CUSTA?
DESCONTO PORCENTAGEM JUROS PRESTAÇÃO PROMOÇÃO
DINHEIRO-CARO #MUITO CARO!$ DINHEIRO-BARATO #MUITO CARO!$
Sinais relacionados 3 a pesos e medidas
123456
[145
unidade
libras em contexto
METRO-DE-MADEIRA METRO-ARTICULADO
ANIMAL PESSOA
BALANÇA BALANÇA LEVE PESAD@
FITA-MÉTRICA RÉGUA
ESPAÇO
MEDIÇÃO
Sinais em contextos
Na Libras, como em outras línguas, também há um processo de formação de palavras denominado
derivação zero, ou seja: há muitos sinais que são invariáveis e somente no contexto pode-se
perceber se estão sendo utilizados com a função de verbo ou de nome. Exemplos:
Alguns destes pares apresentam uma diferença em relação ao parâmetro movimento, como o
verbo IR-DE-AVIÃO, que tem um movimento mais alongado em relação ao substantivo AVIÃO, e
PASSAR-COM-FERRO, que tem um movimento mais repetido e alongado em oposição ao movimento
repetido e retido para o nome FERRO.
Na Libras, também há palavras compostas, ou seja: pode-se criar um novo sinal a partir de dois
ou mais sinais que se combinam e dão origem a uma outra forma com outro significado. Exemplos:
4
146]
AVIÃO/IR-DE-AVIÃO FERRO/PASSAR-COM-FERO
BICICLETA/ANDAR-DE-BICICLETA
CAVALO^LISTRA-PELO-CORPO
#Zebra$
VIDA/VIVER
PORTA/ABRIR-PORTA BRINCADEIRA/BRINCAR
MULHEr^BENÇÃO
#Mãe$
CASA^ESTUDAR
#Estudar$
ARMÁRIO-DE-ABRI^FRIO
#Geladeira$
Assim, pode-se perceber que a Libras, como qualquer outra língua, têm suas regras para criar
sinais e organizá-los. Portanto, precisa-se ficar atento para o uso adequado dos sinais em contextos.
Sinais 5 #MAIS$ e seus contextos
MAIS (acréscimo) MAIS (exagero)
MAIS-PARÁ-LÁ/FALTA MAIS
MAIS (quantidade) MAIS (superlativo)
MAIS (soma)
123456
[147
unidade
libras em contexto
CASAR^SEPARAR
#Separar$
COMER^MEIO-DIA
#Almoçar$
BICO^VOADOR
#Pássaro$
LEÃO^BOLINHA-PELO-CURTO-CORPO
#Onça$
COMER^NOITE
#Jantar$
EXEMPLOS:
a) TRABALHARmuito, CONSEGUIR DINHEIRO MAIS
"Trabalhei muito e consegui dinheiro a mais"d) QUERER MAIS! - "Quero mais!"
b) 2 MAIS 2 "Dois mais dois"
c) QUE-ISSO?! VOCÊ VESTIDO CHIQUE MAIS!
" O que é isso?! Você está com um vestido chique demais!
e) VOCÊ MAIS BONIT@. - "Você é a mais bonita"
f) MAIS PRÁ-LÁ - "Mais prá lá!"
Os Parâmetros também podem ser morfemas na Libras
Na Libras, os sinais são formados a partir da: configuração de mãos, movimento, orientação das
mãos, ponto de articulação e expressão facial/corporal, estes parâmetros já foram mencionados na
Introdução deste livro, quando se apresentou seu nível fonológico.
Estes cinco parâmetros podem ser comparados a "pedacinhos" de um sinal porque, no nível morfológico,
eles podem ter significados, sendo, portanto, morfemas:
a- a configuração de mãos, pode ser um marcador de gênero (animado: pessoa e animais / inanimado:
coisas). Exemplo:
"O carro bateu em uma pessoa";
b- o ponto de articulação pode ser uma marca de concordância verbal com o advérbio de lugar.
Exemplo:
"Eu coloco o copo na mesa";
6
148]
CARRO veículo (md) veículok' k'veículoCOLIDIRpessoa
pessoa (me)
MESAi COPO objetos-arredondadosCOLOCARi
123456
[149
unidade
libras em contexto
c- o movimento pode ser uma raiz verbal. Exemplos:
A alteração na freqüência do movimento, pode ser:
#uma marca de aspecto temporal:
#um advérbio de modo:
#um intensificador:
PULAR
TRABALHAR TRABALHAR-continuamente
FALAR FALAR-demasiadamente
TRABALHAR TRABALHAR-muito
BRINCAR CONHECER
d- a orientação pode ser:
#uma concordância número-pessoal.
#um advérbio de tempo. Exemplos:
#NUMERAIS (VALORES)
1) Complete de acordo com a resposta dada:
1. a- QUANTO-CUSTA ÔNIBUS?
b- ____________
2. a- CERVEJA GARRAFA QUANTO-CUSTA?
b- _____________
3. a- QUANTO-CUSTA 1 QUILO CARNE?
b- _______________
4. a- QUANTO-CUSTA TÁXI CATETE ATÉ FENEIS?
b- ______________
5. a- QUANT@ PRESTAÇÃO TELEFONE TDD?
b- _____________
7. a- MOTO 0-KM QUANT0-CUSTA?
b- ___________
8. a- QUANTO-CUSTA CASA ENORME?
b- __________
150]
ATIVIDADES PARA SEREM FEITAS COM O DVD
1sPERGUNTAR2s # eu pergunto a você$ 2sPERGUNTAR1s # você me pergunta$
ANO ANO-PASSADO
%COMPLETE:
1) Complete com os números apresentadoos:
A: + = 11 G: x = 10
B: + = 18 H: x = 60
C: + = 25 I: x = 63
D: - = 3 J: ÷ = 2
E: - = 1 K: ÷ = 6
F: - = 35 L: ÷ = 9
2) Complete com os valores apresentados:
A: EST@ ABACAXI CUSTA? ( )
B: EST@ PÃO CUSTA? ( )
C: 1 QUILO CARNE CUSTA? ( )
D: MACARRÃO CUSTA? ( )
E: ME@ CASA CUSTA? ( )
F: ME@ CARRO CUSTA? ( )
G: PASSAGEM AVIÃO RECIFE CUSTA? ( )
H: SORVETE CUSTA? ( )
I: JOGADOR BASQUETE NOME OSCAR MEDIR ? ( )
J: CARRO NORMAL ESTRADA VELOCIDADE? ( )
123456
[151
unidade
libras em contexto
Uma Breve Retrospectiva da Educação de Surdos no Brasil (II)1
Dependendo da metodologia adotada, as escolas podem ser um dos fatores de integração ou
desintegração das comunidades surdas, se uma escola rejeita a língua de sinais, as crianças surdas
que estudam nesta escola ou não vão conhecer a comunidade surda de sua cidade e, conseqüentemente,
não aprenderão uma língua de sinais ou poderão se interagir com os surdos de sua cidade
somente após a adolescência.
A partir do Congresso em Milão, em 1880, a filosofia educacional começou a mudar na Europa
e, conseqüentemente, em todo mundo. O método combinado, que utilizava tanto sinais como o
treinamento em língua oral, foi substituído em muitas escolas pelo método oral puro, o oralismo.
Os professores surdos já existentes nas escolas naquela época, foram afastados, e os alunos
desestimulados e até proibidos de usarem as línguas de sinais de seus países, tanto dentro quanto
fora da sala de aula. Era comum a prática de amarrar as mãos das crianças para impedi-las de fazer
sinais. Isso aconteceu também no Brasil. Mas, apesar dessas repressões, as línguas de sinais continuaram
sendo as línguas preferidas das comunidades Surdas por serem a forma mais natural delas se comunicarem.
Hoje, há escolas aqui no Brasil que, mesmo ainda sem uma proposta bilíngüe, têm se tornado
fator de integração da cultura surda brasileira porque as crianças, jovens e adultos se comunicam
em Libras, e muitos professores destas escolas já sabem ou estão aprendendo esta língua com
instrutores surdos.
Por outro lado, várias escolas, em cidades ou estados que não possuem associação de surdos, trabalham
ainda somente com uma metodologia oralista e as crianças surdas destas escolas desenvolvem
um dialeto entre elas para uma comunicação mínima, mas estas ficam totalmente excluídas
da Cultura Surda brasileira e a maioria não tem um bom rendimento escolar.
Devido ainda a esta metodologia oralista, há alguns surdos que, rejeitando à Cultura Surda e conseqüentemente
a Libras, só querem utilizar a língua portuguesa, e há muitos surdos que, embora
queiram se comunicar com outros surdos em Libras, devido ao fato de terem se integrado a Cultura
Surda tardiamente, usam, não a Libras, mas um bimodalismo, ou seja, sinalizam e falam simultaneamente,
como os ouvintes quando começam a aprender alguma língua de sinais.
Pelo não domínio da Libras, muitos surdos, quando estão em uma situação (eventos acadêmicos,
políticos, jurídicos, etc) que exigiria intérpretes de Libras para melhor compreensão, não conseguem
entender nem a língua portuguesa nem a Libras, ficando marginalizados, sem poder ter uma participação
efetiva.
Mas se, ao contrário desta situação, houver uma valorização desta língua e, nas escolas, tanto
professores como alunos a utilizarem em todas as circunstâncias, poderá haver uma participação
efetiva de surdos adultos e dos alunos.
Aqui no Brasil, há mais de cem anos atrás, a primeira escola para surdos valorizava a Libras, que
era utilizada pelos alunos naquela época. Este respeito à Libras propiciou o surgimento da primeira
1- Texto em co-autoria com a professora Emeli Marques Leite
152]
mundo
dos
No
s u rd o s
pesquisa sobre esta língua, que foi publicada em um livro que, através de desenhos e explicação
destes, mostrava sinais mais usados pela comunidade surda do Rio de Janeiro.
Este livro, Iconografia dos Signaes dos Surdos-Mudos, publicado em 1875, foi feito por um exaluno
do Instituto de Surdos-Mudos, Flausino José da Gama que, ao completar dezoito anos, foi
contratado por esta escola para ser um Repetidor, ensinado aos seus colegas, em Libras, os conteúdos
das disciplinas, segundo o Relatório do Diretor, Tobias Rabello Leite, de 18712.
Embora nos primeiros Relatórios sobre as primeiras turmas deste Instituto, feitos pelo diretor a
partir de 1869, constem nomes de alunas, em número reduzido, posteriormente, durante muitos
anos, este instituto se tornou uma escola só para meninos, e meninos livres. Os então educadores
consideravam que as meninas surdas, por serem tranqüilas e estarem submissas às famílias, não
necessitavam de escola, o que seria vantajoso para o governo porque não iria ter gastos para repasse
de recursos financeiros na educação para elas.
Com o passar dos anos, outras escolas somente para crianças surdas foram surgindo. Em 1923,
foi fundado o Instituto Santa Terezinha, escola particular, em São Paulo, somente para meninas. Em
1957, foi fundada a Escola de Surdos em Vitória no Espírito Santo. Mais recentemente, 1954, outra
iniciativa privada, com verba de outros países, foi fundada a Escola Concórdia, em Porto Alegre.
Atualmente há muitas escolas municipais como, por exemplo, a Escola Rompendo o Silêncio, em
Rezende no Rio de Janeiro, a Escola Municipal Ann Sullivan, em São Caetano do Sul e a Escola
Hellen Keller, em Caxias do Sul, uma escola somente para surdos que vem implementando uma proposta
bilíngüe para a educação dos surdos, ou seja: aquisição da Libras e aprendizado, com
metodologia apropriada, da língua portuguesa e da língua de sinais brasileira.
Como em outros países, os surdos vêm lutando para terem escolas para surdos porque acreditam
que através de um ensino que atenda eficazmente suas necessidades lingüísticas e culturais, eles
poderão se integrar e estar em condições de igualdade com os ouvintes quando disputarem, em
concurso, uma vaga para universidades ou empregos.
Uma política educacional que leve em conta a realidade e tradição dos surdos no Brasil poderá
reverter o atual quadro de insatisfação, em relação à qualidade da educação para surdos, que
prevalece nas comunidades surdas.
2- Ver estudo sobre o trabalho de Flausino em Felipe (1998 - Volume II).
Os relatórios do Prof. Tobias podem ser consultados no acervo da FENEIS e no acervo do INES.
123456
[153
unidade
libras em contexto
NA LOJA
O aluno deverá anotar a localização dos objetos , que o professor sinalizou, na Loja.
154]
EXERCÍCIO
"ONDE ESTÃO OS ALIMENTOS, FRUTAS E BEBIDAS"
O aluno deverá escrever os nomes dos alimentos, frutas e bebidas que o professor sinalizar, colocando
o número correspondente nos lugares onde deverão ser encontrados.
SUPERMERCADO
123456
[155
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
DIÁLOGOS
1) Reproduzir esses diálogos abaixo, em dupla:
DUPLA 1 - O aluno A pergunta e o aluno B responde e vice-versa:
a- Qual é o seu nome?
b- Quando você nasceu"? Quanto pesava?
c- Eu tenho 65 quilos. E você quanto pesa agora?
d- Quanto você media quando nasceu?
e- Ele tem 1,80 metros de altura, e você?
DUPLA 2 - O aluno A pergunta e o aluno B responde e vice-versa:
a- Qual é o tamanho da sua camisa ou blusa? P.M.G. GG?
b- Onde você comprou esta camisa? Para quem? Foi caro? Bonita!
c- Qual é o nome da Loja que você comprou esta camisa?
d- A loja que você comprou é longe? Perto?
e- Qual é o tipo do tecido que você sempre compra?
DUPLA 3 - O aluno A pergunta e o aluno B responde e vice-versa:
a- Eu sempre compro um quilo de feijão marron e você compra arroz quantos quilos?
b- Um saco de laranja pesa 1,5 quilos e quantos quilos pesa uma batata?
c- Eu bebi 1 litro de água e quantos litros de água de coco você bebe?
d- Uma garrafa de guaraná tem 2 litros e quantos litros tem uma lata de cerveja?
e-Esta mesa tem 2 metros e quantos metros tem a sua cama?
DUPLA 4 - O aluno A pergunta e o aluno B responde e vice-versa:
a- Eu sempre viajo para São Paulo de avião. São 50 minutos, mas você sabe quantos quilômetros?
b- Você mora longe? Ou Perto? Vem de ônibus? Quantos quilômetros da sua casa até aqui?
c- Você tem carro? Você gasta quantos quilômetros para vir até aqui?
d- Eu ando a pé 1 quilômetro todos os dias e você caminha quantos quilômetros?
e- Todos os domingos eu corro 5 quilômetros na calçada na praia de Leme até o final de
Copacabana.
2) Apresentar seus diálogos para a turma.
156]
EXERCÍCIO
"QUAIS SÃO OS SINAIS PARA ESPORTES"
O aluno deverá enumerar os objetos de acordo com os desenhos e escrever o nome para os esportes
na sequência apresentada nas frases do professor.
123456
[157
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
]
VIAJAR IR?!.
"Vamos Viajar?!.."
unidade 6
160]
Situação 1 "Vamos à praia?!"
( NO DVD - "CARNAVAL")
a- TUDO-BOM
b- TUDO-BOM
a- VOCÊ FAZER O-QUE CARNAVAL?
b- EU COMBINAR NADA.
a- VOCÊ QUERER VIAJAR CARNAVAL C-F (Cabo Frio)?
b- EU QUERER. COMBINAR COMO CARRO ÔNIBUS?
a- MELHOR ÔNIBUS.
b- ÔNIBUS NÃO. ENGARRAFAMENTO. APROVEITAR MOTO RÁPIDO.
a- MAS EU "MEDO" . PERIGOS@! MEDO MOTO-CURVA. EU NÃO. MEDO.
b- APROVEITAR CHEGAR C-E-D-O. PRAIA BEBER-C-H-O-P-P GAROTA+.
a- "NÃO". DESCULPAR EU PREFERIR ÔNIBUS, EU SABER PROBLEMA ENGARRAFAMENTO.
"NÃO". SORTE GAROTA SENTAR-JUNTO PAQUERAR CONQUISTAR.
b- V-A-I ARREPENDER.
a- NÃO. PROBLEMA NÃO.
Situação 2: "Retorno da Europa"
123456
[161
unidade
libras em contexto
Libras
emcontexto
PAÍSES NO MUNDO
Intensificador e Advérbios de modo
Como já foi mencionado na unidade 4, na Libras, há substantivo e verbo que são representados
pelo mesmo sinal. Isso também acontece com alguns adjetivos.
Sintaticamente, a diferença entre eles está também na possibilidade dos adjetivos e verbos poderem
incorporar um intensificador (muito) e dos verbos poderem incorporar advérbios de modo, que são
expressos através da modificação do movimento.
O intensificador "muito" e alguns advérbios de modo podem ser expressos também através das
expressões facial e corporal.
Há uma diferença entre "muito" (intensificador) e "rápido" (advérbio de modo). Para intensificar
uma ação, há uma repetição do sinal correspondente a esta ação e uma incorporação de um
movimento lento. Já para estabelecer um modo RÁPIDO de se realizar a ação, há uma repetição do
sinal da ação e a incorporação de um movimento acelerado.
Há, ainda, a incorporação do intensificador "muito" ou de advérbios de modo, que alteram, também,
o movimento, através de um alongamento do movimento, como, por exemplo, em:
BONIT@muito , CANSAD@muito ; ou de uma mudança no movimento, como por exemplo:
ANDARcambaleando, ANDARsaltitando, ANDARapressadamente; ANDARlentamente.
Nos exemplos, abaixo, pode-se perceber essas diferenças desses sinais que se diferenciam a partir
do contexto sintático:
VEJA NO DVD INTENSIFICADOR E ADVÉRBIOS DE MODO
1
162]
Gramática
DEMORAR DEMORARmuito RÁPID@ RÁPID@muito
ALEGRE ALEGREmuito TRISTE TRISTEmuito
SINAIS COM INCORPORAÇÃO DE INTENSIFICADOR OU ADVÉRBIO DE MODO
123456
[163
unidade
libras em contexto
CHUVA / CHOVER CHOVERmuito CHOVERforte
VENTO / VENTAR FRAC@ VENTO VENTARfortemente
FRI@muito FRI@ LEVE LEVEmuito
PESAD@ PESAD@muito
Os Processos de formação de sinais na Libras
Quando se divide um sinal para estudá-lo, os cinco parâmetros, como foi visto na unidade 4,
podem ser também comparados a "pedacinhos" de um sinal porque, não em todos, mas em muitos
sinais, eles têm significados, são morfemas que se juntam ao radical do sinal em determinados contextos,
assim:
a- A Expressão facial/corporal pode ser:
#um advérbio de modo:
#um Intensificador: BONIT@muito; CANSAD@muito
b- A alternância do Movimento pode ser:
#uma marca de aspecto ou modo de realização da ação:
#um intensificador:
2
164] libras em contexto
2pOLHAR1s
atenção
1sOLHAR1s
atenção
1sOLHARdesdenhosamente
BONIT@ BONIT@muito CANSAD@ CANSAD@muito
VARRER VARRERmuito DAR DARmuito
COMPRARmuito CAROmuito VENDERmuito BARATOmuito
c- A Configuração de mão pode ser um classificador, ou seja, uma marca de gênero (animado:
pessoa e animais / inanimado: coisas e veículos). Essa marca prende-se ao verbo, como será visto
mais abaixo.
d- O Ponto de articulação pode ser uma marca de concordância verbal com o locativo - adjunto
adverbial de lugar, como será visto também mais abaixo.
e- A Orientação da(s) mão(s) pode ser uma concordância verbal número-pessoal, como se verá
também mais abaixo; um advérbio de tempo.
Exemplos: ANO, ANO-PASSADO.
Como a maioria desses parâmetros tem a função de marcadores de concordância verbal, é no
nível sintático, ou seja, quando os sinais estão sendo utilizados em frases, que eles se modificam
devido às regras de combinação. Vejamos então os verbos em Libras.
Os tipos de verbo na Libras
Basicamente na Libras, há dois tipos de verbo:
a-verbos que não possuem marca de concordância;
b- verbos que possuem marca de concordância.
Quando se faz uma frase com verbos do primeiro grupo, é como se eles ficassem no infinitivo já
que não se alteram mesmo mudando-se as pessoas do discurso, mas eles admitem modificadores
como um intensificador ou advérbio de modo. Por exemplo:
(1) EU TRABALHAR FENEIS "eu trabalho na FENEIS";
(2) EL@ TRABALHAR FENEIS "ele/a trabalha na FENEIS";
(3) EL@ TRABALHAR FENEIS "eles/as trabalham na FENEIS;
(4) FENEIS, EL@ TRABALHARmuito LÁ;
(5) EU CANSAD@, DIA-INTEIR@ TRABALHARcontínuo.
Pode-se subdividir esses verbos em outros sub-grupos como, por exemplo, os verbos de locomoção.
Alguns desses verbos podem ser derivados dos sinais para meios de transporte, por isso
somente no contexto é que se pode perceber se eles estão sendo utilizados como substantivo ou
verbo. O transporte se torna o instrumento da ação.
3
123456
[165
unidade
libras em contexto
TRABALHOmuito FRIOmuito BEBER-ÁGUAmuito OLHARmuito
# Exemplos de Verbos de locomoção e sinais para meios de transporte:
# Locomoção
BICICLETA/GUIAR-BICICLETA MOTOCICLETA/GUIA-MOTO
VAN TÁXI
CARROÇA/GUIAR-CARROÇA
CARRO/DIRIGIR-CARRO
166]
IR CHEGAR VOLTAR/VIR PASSEAR VIAJAR
METRÔ TREM CAMINHÃO/DIRIGIR-CAMINHÃO
NAVIO BARCO/NAVEGAR CANOA/REMAR
BARCO-À- VELA BARCO-A-REMO/REMAR
123456
[167
unidade
libras em contexto
AVIÃO/AVIÃO-MOVER
Os verbos do segundo grupo podem também ser subdivididos em:
1. Verbos que possuem concordância número-pessoal: a orientação marca as pessoas do discurso.
O ponto inicial concorda com o sujeito e o final com o objeto. Com já se pode conhecer
as pessoas do discurso a partir da orientação, geralmente não se utiliza os pronomes pessoais
com esse tipo de verbo. Exemplos
2. Verbos classificadores: a configuração de mão é uma marca de concordância de gênero:
PESSOA, ANIMAL, COISA, VEÍCULO. Verbos que possuem concordância de gênero são chamados
de verbo classificador porque concorda com o sujeito ou objeto da frase. Como, por exemplo,
o verbo CAIR que, dependendo do sujeito da frase, terá uma configuração para concordar
com a pessoa, a coisa, o animal ou o veículo:
168]
HELICÓPTERO
/HELICÓPTERO-MOVER
BALÃO/BALÃO-VOAR FOGUETE/FOGUE-LANÇAR
1sPERGUNTAR2s
Eu pergunto a você
2sPERGUNTAR1s
Voçe me pergunta
3sPERGUNTAR3s´
Ele pergunta a ele
3sPERGUNTAR3p
Ele pergunta a eles
pessoaCAIR pessoaCAIR veículoCAIR coisa-redondaCAIR
123456
[169
unidade
libras em contexto
coisa-planaCAIR coisa-fina-e-longaCAIR
pessoaANDAR pessoaANDAR/MOVER
Pessoas encontrar pessoaMOVER (md)
pessoaMOVER (me)
animalANDAR/MOVER
170]
Pessoa em fila pessoasEM-FILA
pessoas em pé,em círculo pessoasEM-PÉ-EM-CÍRCULO
Pessoas sentadas em círculo
veículoANDAR/MOVER
(veículo de quatro rodas)
veículoACOMPANHAR veículoANDAR/MOVER
(veículo de duas rodas)
pessoas-sentadasEM-CÍRCULO
123456
[171
unidade
libras em contexto
3.Verbos que possuem concordância com a localização. São verbos que começam ou
terminam em um determinado lugar que se refere ao lugar de uma pessoa, coisa, animal
ou veículo, que está sendo colocado, carregado, etc. Portanto, o ponto de articulação
marca a localização. Alguns desses verbos podem ter também outra marca de concordância,
como o verbo COLOCAR que é também um verbo classificador. Exemplos:
MESA k COPO objeto-arredondadoCOLOCARk
REVOLVER ATIRAR-CABEÇA
$Eu atiro na minha cabeça%
ATIRAR-PEITO
$Eu atiro no meu coração%
ATIRAR-BOCA
$Eu atiro na minha boca%
TESOURA CORTAR-CABELO
$Eu corto o cabelo%
CORTAR-TECIDO
$Eu corto o tecido%
CORTAR-UNHA
$Eu corto as unhas%
CORTAR-COM-FACA
$faca%
OPERAR-CORAÇÃO
$Ele opera o coração%
FAZER-CESARIANA
$Ele opera cesariana%
OPERAR-ÚTERO
$Ele opera no útero%
Concluindo, pode-se esquematizar o sistema de concordância verbal, na Libras, da seguinte
maneira:
Os Classificadores e os Adjetivos descritivos na Libras
Nas línguas do mundo, os elementos que constituem as formas linguísticas podem ser de vários
tipos. Ou seja:
#uma desinência, como em português, que classifica os substantivos e os adjetivos em masculino
e feminino: menina - menino;
#uma partícula que se coloca antes ou depois da raiz;
#uma desinência que se coloca no verbo para estabelecer concordância.
Ao se atribuir uma qualidade a uma coisa como, por exemplo: arredondada, quadrado, cheio
de bolas, de listras, entre outras, isso representa um tipo de classificação porque é uma adjetivação
descritiva, mas isso não quer dizer que seja, necessariamente, um classificador como se vem trabalhando
este conceito nos estudos lingüísticos.
Para os estudiosos deste assunto, um classificador é uma forma que existe em número restrito
em uma língua e estabelece um tipo de concordância.
Na Libras, os classificadores, como foi visto acima, são configurações de mãos que, relacionadas
à coisa, pessoa, animal e veículo, funcionam como marcadores de concordância.
Assim, na Libras, os classificadores são formas que, substituindo o nome que as precedem,
podem ser presa à raiz verbal para classificar o sujeito ou o objeto que está ligado à ação do verbo.
Portanto, os classificadores na Libras são marcadores de concordância de gênero: PESSOA, ANIMAL,
COISA, VEÍCULO.
Os classificadores para PESSOA e ANIMAL podem ter plural, que é marcado ao se representar
duas pessoas ou animais simultaneamente com as duas mãos ou fazendo um movimento repetido
em relação ao número.
Os classificadores para COISA representam, através da concordância, uma característica desta
coisa que está sendo o objeto da ação verbal, exemplos:
4
172]
1. concordância número-pessoal parâmetro orientação
2. concordância de gênero e número parâmetro configuração de mão
3. concordância de lugar parâmetro ponto de articulação
(1) 2 PESSOA pessoaANDAR (me)
pessoaANDAR-ATRÁS-DA-OUTRA (md)
Portanto, não se deve confundir os classificadores, que são algumas configurações de mãos
incorporadas à raiz de certos tipos de verbos e que são obrigatórias, com os adjetivos descritivos
que, nas línguas de sinais, por estas serem gesto-visuais, representam iconicamente qualidades de
objetos. Por exemplo, para dizer nestas línguas que "uma pessoa está vestindo uma blusa de bolinhas,
quadriculada ou listrada", estas expressões adjetivas serão desenhadas no peito do emissor,
mas esta descrição não é um classificador, e sim um adjetivo que, embora classifique, estabelece
apenas uma relação de qualidade do objeto e não relação de concordância de gênero: PESSOA, ANIMAL,
COISA, VEÍCULO que é a característica dos classificadores na Libras, como também em outras
línguas orais e de sinais.
Morfemas classificadores na Libras:
123456
[173
unidade
libras em contexto
(2) CARRO 2 veículoANDAR (me)
veículoANDAR-ATRÁS-DO-OUTRO (md)
(3) 2 PESSOA pessoa-passar-umapela-
outra-outra (md e me)
Sistema de concordância verbal - Gênero
animado
inanimado
174]
pessoa (configurações: G; V )
pessoa + quanta (configurações: V, 3, 4, 5a)
não-pessoa: animal (configurações: B1 ; 3a ; 5a ; 5b)
coisa (configurações: G; B1; B2; B3 ; C; O; L; L1; L2; 5 ; 5a; 5b )
veículo (configurações: 3a; 5 ; B ; X)
123456
[175
unidade
libras em contexto
1) Assinale a alternativa de acordo com a seqüência das frase
#FRASE COM INTENSIFICADOR INCORPORADO
( ) CHUVAmuito!
( ) CHUVA
( ) TROVOADA
( ) NEVE
( ) FRI@
( ) FRI@muito!
( ) PESAD@
( ) PESAD@muito!
( ) LEVEmuito!
( ) LEVE muitíssimo!
( ) LEVE
( ) VENTOmuito
( ) VENTO
( ) VENTO-TEMPORAL
( ) CORRERmuito
( ) CORRER
( ) CORRIDA-AUTOMOBILÍSTICA
2) Complete com o nome feito em datilologia
#ADIVINHE VOCÊ MESMO!
a- FUNDADOR@ INES Q-U-M?
____________________________
b- Q-U-M INVERTAR CBDS FUNDADOR@ Q-U-M?
____________________________
c- SURD@ LIVRO Libras BRASIL PRIMEIR@?
______________________________
ATIVIDADES PARA SEREM FEITAS COM O DVD
(está chovendo muito)
(está chovendo muito)
(está trovejando)
(está nevando)
(está frio)
(está muito frio!)
(está pesado)
(está muito pesado!)
(está muito leve!)
(está leve como uma pena!)
(está leve)
(está ventando muito)
(está ventando)
(está ventando com temporal)
(correr muito)
(está correndo)
Aquisição de língua de sinais por crianças surdas
Há algumas décadas que, nos Estados Unidos, pesquisadores vêm desenvolvendo pesquisas sobre
a língua de sinais americana (ASL) e sobre sua aquisição por crianças.
Todas estas pesquisas têm como sujeitos, crianças surdas, filhas de pais surdos, portanto, a
aquisição da ASL se dá como primeira língua (L1), mas, além destas pesquisas, há outras que estão
trabalhando também com crianças surdas, filhas de pais ouvintes e com crianças ouvintes, filhas de
pais surdos. Outras pesquisas, ainda, trabalharam com crianças surdas filhas de pais ouvintes que,
devido ao fato de não serem expostas à ASL, desenvolvem sistemas de comunicação gestual inventados.
Destas pesquisas pode-se destacar que o processo de aquisição da ASL é igual ao processo de
aquisição de línguas orais-auditivas, ou seja, obedecendo a maturação da criança, que vai internalizando
a língua a partir do mais simples para o mais complexo, há as seguintes fases:
Primeira fase: há um período inicial que se assemelha ao balbucio das crianças ouvintes, nesta
fase a criança produz seqüências de gestos que fonologicamente se assemelham aos sinais, mas não
são reconhecidos como tal, são somente movimentos das mãos com algumas formas.
Segunda fase - Frase de uma palavra: a criança surda começa a nomear as coisas, aprende a
unir o sinal ao objeto, produzindo suas primeiras palavras. Como as crianças ouvintes, que ainda
não pronunciam corretamente as palavras nesta fase, as crianças surdas também fazem os sinais
com erros nos parâmetros, por exemplo, podem trocar a configuração das mãos ou o ponto de articulação,
mas o adulto compreende que ela produziu um sinal na língua.
Nesta fase, são produzidos dois tipos de sinais:
a) os pronomes. Aos dez meses, uma criança surda pode apontar para si e para os outros. Mas, os
pontos para pessoas desaparecem completamente da produção lingüística da criança surda aos
doze a dezoito meses e só reaparecem depois deste tempo, entre dois a três anos. Talvez neste
período haja a passagem do apontar não-lingüístico para o apontar lingüístico, ou seja, a utilização
dos pronomes de maneira consciente e não simplesmente um apontar para algo;
b) os sinais congelados que são os mesmos sinais dos adultos, mas sem flexão de número, ou concordância
verbal ou aspectos.
Terceira fase: frase de duas palavras: a partir dos dois anos e meio, a criança surda começa a
produzir frases de duas palavras, iniciando sua sintaxe, mas ainda as palavras são usadas sem flexão
e concordância, a ordem das palavras constituirá sua primeira sintaxe.
A partir desta fase, a criança surda começa a adquirir a morfologia de uma língua de sinais, a
aquisição de subsistemas morfológicos mais complexos continua até aos 5 anos, quando também
já produzirá frases gramaticais maiores e mais complexas. O primeiro subsistema mais complexo que
adquire é a concordância verbal.
Como se pôde observar, a partir de alguns aspectos, o processo de aprendizagem de uma língua
de sinais é semelhante ao processo de aquisição de qualquer língua e quanto mais cedo uma criança
surda entrar nesse processo, mais natural ele será.
176]
mundo
dos
No
s u rd o s
CULTURAS DOS ESTADOS BRASILEIROS
Criar pequenos textos sobre outros estados brasileiros, mostrando sua cultura regional. Apresentar
para os outros alunos que terão que dizer o nome do estado que foi descrito.
123456
[177
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
CULTURAS DOS ESTADOS BRASILEIROS CULTURAS DOS ESTADOS BRASILEIROS
FOTOGRAFAR FOTOGRAFIA/FOTO FILMAR/FILMADORA
NASCER MORAR
ESTAÇÕES DO ANO
Fazer um texto com as Estações do Ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno, e apresentar para a
classe:
178]
EXERCÍCIO
PRIMAVERA
VERÃO
OUTONO
INVERNO
PONTOS CARDEAISbbbb
Criar um texto com uma situação (passeio ou viagem) que entrem os pontos cardeais
123456
[179
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
PONTOS CARDEAIS
NORTE SUL
OESTE LESTE
N
Smmm
O L
"PONTOS CARDEAIS E ESTAÇÕES DO ANO
Escrever as frases, nas linhas abaixo, na ordem em que o professor sinalizar:
#Onde fica a sua cidade, qual é o ponto?
#Se você usa o metrô, ônibus, trem, qual é a sua posição?
#O Paraná fica no Sul e faz muito frio no Inverno.
#As cidades do Norte são muito quentes e úmidas no verão.
#Em São Paulo, já é frio no outono
#Onde tem muitas flores na Primavera?
N: ___________________________________________________________
O: ___________________________________________________________
L: ___________________________________________________________
S: ___________________________________________________________
180]
N
S
O L
EXERCÍCIO
PAÍSES NO MUNDO
Criar um texto sobre um país, mostrando sua cultura.
123456
[181
unidade
libras em contexto
EXERCÍCIO
PAÍSES NO MUNDO
VIAGEM
Criar um texto a partir dos contextos abaixo:
#Hotel / Diária / Bagagem/ Aeroporto
#Estação de trem / Estação do metrô / tipos de transporte
#Folclore/Cultura ( comida típica / dança típica /
#História do povo., museu, etc.
182]
MUSEU
RODOVIÁRIA AEROPORTO HOTEL
BAGAGEM
EXERCÍCIO
LEI Nº10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002
Regulamento Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de
Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.
Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de
comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura
gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de
comunidades de pessoas surdas do Brasil.
Art. 2º Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias
de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de
Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas
do Brasil.
Art. 3º As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de
assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de
deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.
Art. 4º O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e
do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de
Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de
Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme
legislação vigente.
Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a modalidade
escrita da língua portuguesa.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de abril de 2002; 181º da Independência e 114º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 25.4.2002
DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005.
Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira
de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
Ver Decreto Nº 5.626 no site da FENEIS: http:// www. feneis.org.br
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